sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Dani




Dani

Ali que se esconde um tesouro.
Naquele olhar castanho e quando brilha, claro
se esconde uma vida, uma vida linda, e um amor puro,
amor ingênuo de quem tá conhecendo a vida
e ama, ama de peito aberto, sem medo de se entregar
e se doar e sem medo de dizer que ama, mas não esse amor imbecilizante.
Sim o amor verdadeiro, doce, fraterno, eterno.
Amor Verdadeiro, que só poucos conhecem e quando conhecem
amam e se entregam.

Anderson Rabelo

domingo, 12 de outubro de 2008

...



...

Abro os olhos e te procuro do lado, mas ali não estás.
Beijo lábios ora carnudos, ora finos, mas ali também não estás.
Provoco toques buscando um olhar, mas ali não te vejo.
Sinto perfumes iguais aos seus, mas teu cheiro ali não está.
Afago cabelos brilhantes ou opacos, mas também neles não estás.
Talvez não termine minha busca,
talvez até termine, mas não será você
os toques que eu tenho,
os cheiros que eu sinto,
os cabelos que afago,
o nome que eu chamo.

Anderson Rabelo

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A maldição do pombo



Bom, não sei usar os espaçamentos no blogspot, então pra medir o parágrafo, fiz um espaçamento no próprio texto. Abraços

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A maldição do pombo

Era manhã de 07 de outubro de 2008, céu limpo, saí para trabalhar, tudo tranquilo, peguei meu ônibus quando desci na Lapa e segui para a praça da Piedade, trabalho na região. A loja ainda não estava aberta, então resolvi sentar e esperar, foi quando um maldito pombo branco de cabeça e asas pretas obervou com o seu olho traseiro a minha camisa e a merda estava feita ali. Maldito pombo. Por sorte, havia uma outra camisa na mochila então troquei. Durante toda a semana esse maldito pombo cagou em minha camisa, em minha cabeça, enfim, mas isso não vai ficar assim.

Hoje comprei um badogue, ah, eu mato esse pombo. Lá vem ele, voa miserável, isso, pousa. Mais pra cá, ISSO! ACERTEI! Hoje matei aquele pombo maldito, senti pena, mas passou. trabalhei feliz, que alegria! Olá seu José, quer papel A4? Professor, chegou livro novo!

Acabou o dia, vou dormir feliz, agora chove, vi uma sombra e um barulho, o que é isso? As luzes do raio revelam: MEU DEUS, O POMBO!!! Sua risada era inconfundível e medonha, um "crúú" e seus olhos me olhavam, MEU DEUS, AQUELE TRASEIRO VIRADO PRA MIM ESTÁ GRANDE, ENORME!!!

Amanheceu, dia lindo, acordei cagado e, que ironia, um pombo branco com a cabeça e as asas negras sobrevoa a minha janela. Deve ser a maldição do pombo, só pode.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Vento



Vento

Teu cheiro cobre a minha pele
E inebria a minh’alma, então danço,
Me balanço, me encanto no teu canto e
Teu paladar em um momento é, também, o meu.
E eu sonho e navego nas estrelas sem tirar meus pés do chão.
Será paixão?
Ah, esse vento que me toca e agora traz o teu cheiro em minha
Pele e o beijo e o lampejo de uma luz, de um amor, de você.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Suco de frutas




Suco de frutas

Ingredientes:

Mulher jaca
Mulher melancia
Mulher morango
Mulher melão

Modo de fazer:

Primeiro você descasca as frutas e parte em banda.
Com um machucador você soca cada uma devagar.
Coloca água, gelo e chantily, leve ao liquidificador o morango e a jaca na velocidade 1.
Pára e prove com o dedo a textura.
Agora, pegue a melancia e o melão - descansadas e descascadas - e bata na velocidade 2.
Aos poucos aumente para a velocidade 3 e 4, e atenção! SOMENTE SE VOCÊ SE RESPONSABILIZAR, vá para a velocidade 5. Dispensa açúcar.
Prove e então sirva-se. Convide a galera, mas na minha opinião; tome sozinho e não durma!

Anderson Rabelo

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Meu canto bom




Meu canto bom

Aqui me sinto em paz,
sem carro, som, telefone.
Só o vento e as ondas do mar
uma rede, água de coco, ar puro.
Não tem academicismo, senhor ou senhora.
Eu sou senhor de mim mesmo aqui, no meu canto.
Aqui é o paraíso, é aqui que vejo Deus.
Ninguém me mexe, ninguém me odeia, só me amam.
Aqui não é cidade, aqui não é o mar.
Aqui é o meu cantinho, o meu refúgio.
Meu canto bom.

Anderson Rabelo

Eleições




Eleições

50 Pessoas Sabem por Osmose o Lálálá
45 Pessoas tem Medo Dos Blá, blá, blás
25 Desenvolvem seu texto
15 Poderosos Ditam Tudo
13 Perdem Tudo
1 ganha
e o resto se fode.

Anderson Rabelo

Desfrutando



Desfrutando

Desfruto os frutos dos vivos
dos vivos e a dança dos lobos
e sopros doces, frios e bafos quentes
e a morte revivendo à noite
sonhando, suspirando e planejando
o futuro e o dia que vai nascer
apagando a vida da morte,
trazendo a esperança novamente ao coração
e o desejo doce, levemente amargo
das frutas da árvore da vida que eu desfruto vivendo.

Anderson Rabelo

Louco




Louco

Desejo abrir os olhos, mas estou cego.
Cego, pois só enxergo a tua beleza,
cego, pois meus sonhos te pertencem
e o coração também.
Na verdade, prefiro continuar cego,
ao menos amo alguém, mesmo sofrendo a distância,
eu ainda escuto;
tua voz nos meus ouvidos,
os choros e os gemidos,
e sinto tuas mãos no meu corpo e um abraço
e um soluço.
Sei que ainda te amo,
sei que não me queres.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sonhos



Sonhos

Sonhar é bom, por isso eu durmo.
No sonho eu vôo,
no sonho eu beijo... quem gosto.
Eu te olho nos olhos,
me colo em ti e em lágrimas
eu te amo.
Sonhar é bom, mas é duro.
Não quero acordar.
Deus, me faz dormir e ser só dela aqui na terra
ou me leva pra ela pra que eu sonhe eternamente,
divinamente e com os olhos abertos pra que eu veja
e saiba que milagres existem e que o sonho
é de verdade.

Anderson Rabelo

Os bichos



Em homenagem à tão querida UNEB que prefere os alunos no biotério aos animais...

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Os bichos

Vi ontem uma coisa que me espantou muito.
Vários bichos dentro de um biotério.
Os bichos não eram cachorros,
os bichos não eram ratos.
Os bichos, meu Deus! Eram alunos.

Anderson Rabelo

domingo, 28 de setembro de 2008

Te amo, ah se te amo...




Te amo, ah se te amo...


Te amo no céu, na terra, no fundo do oceano
Te amo embaixo do trem, em cima do avião, nas nuvens macias
Te amo tão bela, te amo feliz, triste e sem maquiagem
Te amo exaltando-te, te amo amando-te, olhando-te
Te amo sem medo, sem dores, de e com coração
Te amo de todas as formas de mente possíveis
Te amo sim, te amo sempre, te amo nunca,
Aqui, ali, perto ou longe, virtual ou pessoal,
na saúde e na doença, riqueza ou pobreza,
meu amor é maior e sigo te amando.
Te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo...

Anderson Rabelo

sábado, 27 de setembro de 2008

Manifesto estudantil




Ok, enquanto participava das reuniões do CAUS, a galera falava comigo, era o interesse, quem não tem interesses? Agora que não vou mais, nem olham na cara, é isso aí!

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Manifesto estudantil

Movimentai-vos alunos,
levantem de suas cadeiras e vamos fechar os portões.
Ver a cara do reitor e o riso das nossas caras.
Colocar nariz de palhaço e servir de bobos da côrte
sem rumo e com idéias embaralhadas.
Vamos em frente,
subam as ladeiras, as escadas,
escalem as nossas montanhas,
vamos nos opor ao DCE, venham, somos legais!
Se não vierem, nem falem conosco,
somos, então, diferentes.
Liberdade, Igualdade e Fraternidade caem por terra,
nem me chamem de amigo,
não terás nosso apoio,
nós somos maus,
nós somos CAUS.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 25 de setembro de 2008




Mudanças

Tenho medo das mudanças,
medo do esquecimento e das caras novas.
Elas me olham com a cara de que não me conhecem.
Quem é você?
Não me conhece? Talvez alguém que escreveu isso aqui.
Tenho medo da morte, medo da vida.
Talvez por isso eu escrevo, pra saberem que sou.
Embora ainda anônimo, mas ainda espero com certo medo.
E se o mundo acabasse?
Pelo menos, todos iríamos juntos ver Deus.
Este eu sei que não se esquece de mim;
nem eu dEle.

Anderson Rabelo

sábado, 20 de setembro de 2008



Pra minha bela irmãzinha que Deus me deu!!!

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Sinara

Sim!
Si,
Minha Sina.
Sino tocando em meus ouvidos.
Shhh quero ouvi-la!
My Sin, my bless.
Simplesmente Sinara!

Anderson Rabelo

domingo, 14 de setembro de 2008

Pois é




Outra que me inspirei em alguém, mas esse alguém é muito especial... Coisas do meu coração...
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Pois é

Que importa subir escadas,
Descer ao fundo,
mover céus , estrelas, terras
se muito pouco irei te ver,
se poucos beijos irei ter?
Prefiro escrever, tocar, cantar
e ouvir sua voz sussurrar em meus ouvidos
e um, melhor, vários beijos seus
meus lábios tocarem.
Pois é!

Anderson Rabelo

sábado, 13 de setembro de 2008

Brilho que não sabe que brilha



Bom, essa aqui é pra uma pessoa especial que não vou falar o nome, ela sabe que é ela!!! rsrsrs

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Brilho que não sabe que brilha

E eu agora olho o céu, vejo uma estrela, uma pequena estrela brilhando.
Ela não sabe que brilha, mas invade meus olhos e toca meu coração.
Não existe mais a lua ali, não existe um espaço,
não existe nem mesmo a minha respiração.
Existem meus olhos fitando aquela estrela,
Fitando aquele brilho, ouvindo aquele som se propagar – acreditem – pelo espaço,
pelo vácuo, não como em filmes de cinema, mas sutilmente,
somente em meus ouvidos, e o brilho que não sabe que brilha, invade meus olhos
e me vejo no espaço, sem naves, sem a ciência do astronauta,
mas com a poesia de Ícaro, nadando num espaço, em busca daquele brilho;
daquele brilho que não sabe que brilha.

Anderson Rabelo



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Se eu pudesse




Se eu pudesse

E se eu pudesse escolher o que não se escolhe,
encolher o que não se encolhe,
sorrir, mas eu não consigo?
Há uma sombra ainda aqui dentro,
uma devoção por uma santa de carne e osso
que beatificada está em minh'alma
que por milagre, tal perfume ainda reside em meus pulmões
e aquele sorriso atravessa as lágrimas dos meus olhos.
E se eu tivesse a coragem que eu não tenho
de gritar o que eu não grito
e chorar o que eu não choro?
Ainda sinto os teus cabelos em meu rosto
e tua pele em minhas mãos
e nossas lágrimas escorrendo
e escutando que eu importo;
eu importo...
E se eu pudesse te falar,
se eu pudesse te ouvir mais uma vez...
diria que eu te amo,
ouviria o teu silêncio,
mas pra mim bastava ouvir tua respiração,
poder te tocar outra vez, mesmo sem te beijar,
e completar a minha devoção dizendo:
seja feliz.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Lua linda




Lua linda

Lua linda ao lado dela
que louva lenta, linda lua
ao léu, com véus, no céu.
Lambe a noite a lua ou ela?
Ela linda, ao lado a lua.
E louco eu sonho e acordo e vejo
a Lua linda e ao lado ela.

Anderson Rabelo

domingo, 17 de agosto de 2008

Meu alfabeto




Meu alfabeto

Para que ter o A o B ou o C
se tenho outras letras que são suficientes
pra expressar tudo o que sinto?
Pra que formar frases imensas se em EU TE AMO
cabe tudo o que meu coração escreve?
Seis letras, e mais algumas do seu nome,
basta isso pra o meu alfabeto que de greco ou latino
nada tem.
Tenho poucas letras, mas muitas que apenas e muito bastam.
As letras do seu nome são alfabeto em meu coração.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Uma carta qualquer...




Em 15 de agosto de 2008,
Salvador, Bahia, Brasil

Mais um ano de eleiçao chega e blocos de idéias uniformes e ouvidos fechados são formados. Há tempos que a voz do povo não é ouvida de fato. A casa do povo é aberta, mas o povo e "aquele povo" coincidem na idéia de que não devem "se meter onde é chamado". Se nós soubéssemos o poder que temos nas mãos, na garganta, na raça, com certeza saberíamos e seríamos a força do Brasil em Salvador. Basta lembrarmos dos caras pintadas na ditadura, no "Fora Collor" ou da "Revolta do buzú". Melhoramos o país, de um ponto de vista democrático, mas ainda existem sequelas do medo.
Pra melhorar Salvador* é preciso gritar, abrir os olhos, nao se acomodar nem esperar heróis como diz o TRE. Já dizia o grande pensador Bertolt Brechet: "infeliz aquele que precisa de heróis". Sejamos heróis de nós mesmos, não existem partidos, existem idéias para serem assimiladas e melhoradas, esse é o ideal. Que finalizem os partidos, que existam idéias, aberturas ideológicas, levantem-se povo, dêem descarga, acabem com as frentes, surja a harmonia, porém, sem utopias, doam os corações e o peito aberto às balas de borracha e aos gases e estilhaços. Não somos Josés e realmente: "quatro anos é muito tempo".

Anderson Rabelo





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* Salvador, Bahia, Brasil (PT)
A voz do povo (Dem)
A força do Brasil em Salvador (PDT)
Pra melhorar Salvador (PMDB)
(Somente a Frente da esquerda socialista que não se encaixou no texto, pois não quero defender nem martirizar nenhuma coligação. Mas fica aqui também a minha lembrança e sinceros pedidos de desculpas).

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Asas




Asas

Eu nasci e podia voar
tocar cada nuvem, descançar na lua
e fui crescendo.
Crescendo e aprendendo e minhas asas encurtando.
Quanto mais eu sei, menos asas tenho
e menos vôos posso fazer.
Hoje já não toco as nuvens,
dirijo um carro desfazendo as asas
que um dia eu tive e hoje não as tenho mais.

Anderson Rabelo

domingo, 10 de agosto de 2008

Para alguém que eu amo




Para alguém que eu amo

Uma foto expressa mais que uma visão,
mais que um mundo, mais que um simples amor.
Uma foto expressa a grandeza do espírito, da alma, da vida,
o coração palpitando e a alegria dos olhos observantes.
Uma foto expressa a alegria de quem a vê,
a obra do artista reconhecida
e a pureza de quem demonstra sua felicidade.
Um sorriso, um olhar fulminante que esconde amor, tristeza e alegria,
e uma certeza:
a de que quem a observa a ama de verdade.

Anderson Rabelo

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Nada é impossível




Nada é impossível

A estrada é longa, o caminho é estreito,
é difícil chegar em um coração, caminho suado,
mas quando se chega, pequenos atos, pequenas frases nos fazem
felizes, imensamentes felizes e satisfeitos
a ponto de agradacer à Deus por existirmos na terra.
Nesses momentos que queremos desistir escutamos um "eu te amo",
e retribuímos com um olhar tímido, talvez, um sorriso sem graça
ou apenas respondendo, baixo: "eu também."
É realmente um caminho longo e estreito e o tempo curto,
mas se aproveitado, prazeroso.
Caminhos para o coração, só existe um, e eu quero descobrir,
mesmo que haja uma distância física entre nós,
mesmo que seja impossível que aconteça, e eu creio:
pra Deus, nada é impossível, nada...

Anderson Rabelo

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Apenas observo




Apenas observo...

Obeservo atentamente
cada gesto,
cada olhar,
cada passo em direção de não sei quê,
não sei onde,
mas observo e fixo meu olhar
no horizonte, no mar, em você,
nas areias que de infinitas assemelham-se
às estrelas,
ao Amor de alguém,
simplesmente alguém
que não conheces,
mas te observa
atentamente...

Anderson Rabelo

sexta-feira, 25 de julho de 2008




Hoje eu sou feliz

Abro os olhos no primeiro sentido da manhã
percebendo o gosto do que foi a noite
e ainda sentindo os toques e a maciez dos lábios em minha carne.
Sinto o chão e a fraqueza ainda estremece meu corpo
que se fez revigorado pra despertar nesse dia
vendo o sol sorrir pra mim
abençoando a minha vida,
e dizendo que hoje eu sou feliz.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 17 de julho de 2008

lixo, Lixo e LIXO




lixo, Lixo e LIXO

O lixo vai pro Lixo
e o Lixo pro LIXO
e o LIXO pra onde vai?
Não existe lIxO, nem LiXo
nem qualquer outra combinação
que vá do LIXO ao LUXO
que parte da luxúria das palavras
e a carência de lixeiras das nossas mentes
vãs
e indecentes por não saber
onde o LIXO vai parar
e produzimos lixos reais e intelectuais
de mesmices reinventadas, recicladas,
tiradas de LIXOs, vindas de Lixos e lixos
luxuosos e pouco aproveitáveis, altamente reaproveitados.
lixos, Lixos e LIXOS...

Anderson Rabelo

Último suspiro



Último suspiro

E quando o último suspiro sopra o peito,
no sangue corre a dor e o desejo,
o medo, a angústia,
a coragem e o estado de alegria e tristeza
juntos nesse último suspiro e piscar de olhos
e pensamentos iguais num breve momento onde não há
o mundo, a política, religião, dinheiro,
nem armas, bandidos, infortúnios...
só nós dois e o céu,
nós dois nesse encaixe perfeito de quebra-cabeças
e um último suspiro da noite que nada atrapalha
no momento em que me fazes Adão e eu a ti Eva
e o suspiro e a repulsa dos continentes, pangéia
e algo que ainda une o oceano da paixão e do desejo
e um toque dos dedos provocando paz no Oriente Médio
e flores no Saara, tulipas!
e chuva no sertão.

Anderson Rabelo

terça-feira, 15 de julho de 2008

Sin ti



Sin ti

Yo quiero olvidar lo que es pasado en mi vida
que me ha hecho vivir sin felicidad
sin sonrisa
sin música en mis oídos
Quiero que tu te olvides
Quiero borrar el día de ayer
En mi mente
En mi alma
En mis sentidos.

¿Adonde vás?

Yo no lo sé
y tampoco sé
Vivo mi vida queriendote a ti
Pero és mejor que sea así
Yo acá y tu ahí
tan pronto se olvide lo que es pasado en mi vida...
Tan pronto...

Anderson Rabelo


Em português...
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Sem você

eu quero esquecer o que se passou em minha vida
que me fez viver sem felicidade
sem sorriso
sem música em meus ouvidos
Quero esquecer você
quero apagar o dia de ontem
em minha mente
em minha alma
em meus sentidos

Aonde você vai?

Eu não sei
nem quero saber
vivo minha vida querendo você
mas é melhor que seja assim
eu aqui e você aí
só assim esquecerei o que passou em minha vida
só assim...

Anderson Rabelo

sábado, 12 de julho de 2008

A reflexão sobre a merda

A reflexão sobre a merda

Certa vez ouvi o meu vizinho gritar:

  • Vai à merda!

Ele gritava com um cobrador de impostos. Interessante como alguns minutos antes ele o recebia com um sorriso largo de quem recebia um irmão em sua casa, porém, no momento que o cobrador se apresentou, ele começou a mudar, primeiro deu um sorriso constrangido e se mostrou um tanto incomodado, depois disse que não tinha como pagá-lo naquele momento e finalmente perdeu sua aparente serenidade mandando-o à merda. Aquilo me fez refletir:


UM


Ontem acordei cedo, escovei meus dentes, tomei um banho, a água estava uma delícia, não queria sair dali tão cedo, mas estava atrasado para o trabalho, tomei meu café, bem simples, pão, manteiga e café, o dia estava lindo, o sol aparecia pela minha janela refletindo nos pisos de madeira da minha casa, hoje seria o dia.

Cheguei no trabalho, aos poucos cada um chegava, trabalho no Colégio Pedro Lopes, sou professor de Literatura. Quando cheguei à sala de aula, pude perceber dois alunos que discutiam:

  • Você é um otário, ainda não percebeu que não se encaixa nessa sala? Vai pra lá Zé Mané...

  • Otário? Venha aqui que eu vou te mostrar quem é o otário seu filho da puta!

Por sorte, alguns alunos separaram os dois. Quem fazia chacotas era o Marquinho, ele não era um mau garoto, mas por ter tudo nas mãos, achava que podia tudo. O outro era o Fernando, menino esforçado, pobre, ganhou a bolsa naquele colégio graças a uma prova que havia feito, era bom para o colégio ter alunos inteligentes, seu nome crescia na rua.

Quando eles foram separados, o Marquinho ainda falou:

  • Seu vermezinho, isso não vai ficar assim.

E o Fernando retrucou:

  • Vai à merda.

Foi a primeira vez que o termo “merda” me chamou a atenção. Imediatamente os dois alunos foram encaminhados para a sala do S.O.E., e lá receberam suas punições. Enfim, minhas aulas foram dadas, saí do Pedro Lopes, me dirigi ao Modernista, e por fim ao Lucas Ribeiro – esse estadual. Diferente dos outros colégios, o Lucas Ribeiro era muito mal instalado. Era um antigo casebre sem manutenção há anos, no piso já se via a terra por onde aquela casa fora fundada, o telhado não tinha laje e algumas telhas estavam quebradas, quando chovia, era capaz de ver alguns alunos com seus guarda-chuvas abertos dentro da sala, quando havia alunos nas salas, era mais fácil encontrá-los na fila da merenda ou batendo papo na porta da sala, quase nunca entravam. Cheguei na sala 012, olhei os raros alunos na porta e falei:

  • Vamos?

Uma moça linda, magra, morena, cabelos presos empapados de creme, seus olhos vivos e lábios carnudos me disse:

  • Vai à merda!

Mais uma vez estou de frente ao clássico: “vai à merda”, e hoje escuto o meu vizinho mandar o seu cobrador de impostos à merda. Será que esse termo realmente é tão pesado quanto penso? Dei minha aula, hoje eu falava sobre o Romantismo. Era difícil dar aula para eles quando não queriam, mas o Romantismo conquistou essa sala, principalmente quando mencionei o pacto dos poetas românticos. Contava de uma forma teatral para eles:

  • Os poetas da segunda geraçao se reuniam num bar e faziam um pacto entre eles; escarravam num cálice de vinho e passavam pelo círculo com a finalidade de que todos bebessem do escarro. Todos deveriam beber, aquele que não bebesse era considerado um homem que não se podia confiar. Por isso, muitos deles morriam de tuberculose, uma doença incurável na época. - Novamente a menina que me mandou à merda fala:

  • Ai professor, que nojo, eu ia comer ainda... – todos caem na gargalhada, aproveito e chamo a sua atenção delicadamente:

  • E mandar as pessoas pra merda não é nojento? - Ela ficou muda e um pouco mais pálida de nervoso. – Não precisa ficar assim Cíntia, é que hoje presenciei essa frase algumas vezes, e queria colocá-la em discussão, o que acham?

  • Hã? – indagou um dos alunos no fundo da sala.

  • Mas mandar ir à merda é tão comum. – Cíntia enfim quebrara sua mudez de espanto – você pode escutar isso de mim ou na rua em qualquer briga.

  • Tem razão Cíntia, mas mandar ir à merda, se parar pra ver, faz todo o sentido, não é tão mal ouvir isso, o que acham? - Eu disse abrindo um largo sorriso percebendo as suas carinhas tão confusas e seus olhos me metralhando como que estivessem perguntando se estou louco.

  • Você Luiz, está aqui porque?

  • Porque minha mãe me colocou aqui!

  • Humm, tá, mas não é isso que eu pensei, alguém aqui pensa em fazer vestibular?

  • Eu! - Disse um menino gordinho, baixinho, possuía uma cicatriz no rosto do lado direito e um olhar sereno. Admirava muito esse menino, porque ele tinha coragem de peitar os professores nas horas corretas e de corrigi-los quando necessário.

  • Diga Almir!

  • Quero fazer Direito. – Todos riram e escuto um rapaz chamado Jailton falar:

  • Com esse colégio aqui, você no máximo vai ser boy!

  • Vai à merda! - disse Almir

  • E vai à merda mesmo! - falei percebendo que todos os olhos se voltavam para mim com um ar espantado, um professor falando que o aluno vai à merda. Absurdo! – Pensem; Almir quer estudar e ser alguém na vida, e vocês também, não importa a sua profissão, mas para que vamos trabalhar?

  • Pra ter dinheiro. – Disse mais um dos meus “inteligentíssimos” alunos.

  • Exato e sem dinheiro passamos...

  • Fome. – disse Leonardo da direita da sala.

  • Chegamos onde eu queria chegar. Trabalhamos para nos sustentar, para comer, compramos roupas, mas quem faz essas roupas ganham para comer também, quem faz as roupas compram linha, e quem faz as linhas ganham para comer e assim vai.

  • Que viagem – Disse Leandro. Sorri e completei:

  • E a comida no final vai virar...

  • MERDA! – Disse o coro de alunos da minha sala.

Saí da sala imaginando meu vizinho novamente gritando com o cobrador de impostos:

  • Vai à merda! - e o cobrador respondendo:

  • Estou trabalhando para isso!


Anderson Rabelo

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Você




Você

Ritmo suave
e toca, e sopra, e beija
a boca, a pele, a alma,
teu corpo um sonho almeja
um toque, um desejo, um afago.

Versos inacábaveis
e rabisca, e escreve, e almeja
o mar, o céu, uma estrela
pra dar ao som de aves
um mundo, um amor, uma fortaleza.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Morangos

Mordo a carne e sinto a sensação
do desejo de sentir o cheiro, a pele, a emoção
e os cabelos grudados em suores ardentes
em fogo, em toques, em chamas altas e fortes
de intensidade e num súbito suspiro uma fraqueza
que invade o corpo, a alma, e traz leveza
tão boa e tão doce quanto
Morangos.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Quem dera...


Quem dera

Quem dera poder ser o último pra te ver dormir
e acordar mais cedo pra te ver sorrir.
Ser o último a te tocar
e o primeiro a te beijar.
Olhar o sol devagar descobrindo o teu corpo
e navegando por tuas curvas, tão perfeitas até que venha de encontro aos teus olhos
e simplesmente te acorde.
Quem dera poder presenciar esse milagre.
Quem dera que fosse eu aquele a ter a sorte de viver ao seu lado...
Quem dera que fosse eu...

Anderson Rabelo

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Eu que...

Eu que...

Eu que beijei estes lábios
eu que amava,
eu que sonhava,
eu que queria,
eu que buscava.
Eu que respirava,
eu que bebia do mel,
eu que chorava,
eu que sorria,
eu que te queria,
eu que me vejo atormentado.
Eu que sonho,
eu que acordo,
eu que ainda penso e peno.
eu que sei a dor que ainda sinto,
eu que nunca vou esquecer,
somente EU.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Vontades


Vontades

Durmo num sono que sonha o que poderia ser

se pudesse puxar a estrada com minhas mãos.
Se
pudesse hoje aqui e amanhã lá.
Durmo e sonho um sonho de não querer acordar.
De não querer nem mesmo saber o porquê que de repente
pude me sentir assim
;
de mãos atadas, e apesar de livre, preso.
Preso na realidade da minha vida
que é distante e que é perto.
Longe das minhas possibilidades,

perto diante de que viajo sem mesmo sair da minha cadeira

e mesmo assim poder sentir em minhas veias
o que não sinto mesmo estando perto.
Mas durmo e sonho o que realmente queria estar vivendo, porém
acordo e vejo que tudo não passou de vontades.

Choro.

Anderson Rabelo

Telemarketing



Telemarketing

Em um dia qualquer, em qualquer casa...
TRIIIMMM
- Alô!
- Senhor Lucas Costa Marinho?
- Sim, quem fala?
- Aqui é da empresa entercard, o senhor gostaria...
- Não!
- Olha, temos uma proposta super-interessante para o senhor, tem certeza que...
- Olha, tenho certeza de que não quero comprar nada, se quiser falar, fale, mas já sabe a minha resposta.
- Ok, a entercard está com uma promoção de milhas, cada vez que o senhor utiliza o cartão, bônus serão creditados na próxima compra. Tem a vantagem de poder criar dependentes para ti, se acaso quiser fazer um cartão para teu filho, esposa, ou quem o senhor queira incluir em sua tutoria. O senhor tem o direito de colocar até quatro dependentes, uma superproposta não acha? A entercard também tem o recurso de digitalização, o que é isso? Se por acaso o senhor for roubado ou seqüestrado, é só apertar um dispositivo discreto que existe na tarja do cartão que reconhecerá suas digitais quando pressionada com força e automaticamente serão acionadas a polícia e a empresa bloqueando o seu cartão num prazo de 48 horas. E fazendo o seu cartão, o senhor ganha de brinde um bonequinho da entercard e seguro de vida gratuitamente por um ano já que esta empresa tem convênio com uma das maiores empresas de seguros do país, a Life security. Logo após a renovação do seguro, temos um pacote impressionante para o senhor.
E então, tem interesse em fazer o cartão conosco?
- Não.
- Tenha uma boa noite senhor.
- Boa noite.

Anderson Rabelo

Com licença poética e política...

Com licença poética e política

Ouviram do Ipiranga a fome braba
de um povo heróico, o brado aterrorizante
E o sol da liberdade em raios fúlgidos
brilhou no céu da ponte nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos alimentar a própria morte
Em teu seio, fome, vontade
Desafia a nossa vida e boa sorte

Ó Pátria amada
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso um raio vívido
De horror, desesperança a terra mexe
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do pivete se reflete

Gigante pela própria natureza,
És rica e pobre, impávido colosso
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Deitado eternamente sob as pontes,
Ao som de carros e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, povão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais corpos;
Nossos bosques não têm vida,
"Nossa vida" no teu seio mais horrores.

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro, misérias no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Anderson Rabelo

terça-feira, 17 de junho de 2008

Assim Vamos

Assim Vamos

ONTEM
A
Homem memoH
Fauna anuaF
Flora oralF
Floresta arserolF

HOJE

Homem memoH
Fauna anuaF
Flora oralF
Floresta arserolF
V


Anderson Rabelo

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Bárbara

Bárbara


Teus olhos são como um espelho
refletem tua alma e teu jeito.
Tua boca, como um imã,
atraem sorrisos, alegrias e sabores intensos.
Teu rosto como a luz,
ilumina também os desconhecidos e atraem a atenção
dos mais dispersos, dos mais românticos e lunáticos.
O conjunto, como a lua,
misteriosa, enigmática, o lado oculto,
rainha dos casais e dos solitários
tua vida reflete meus pensamentos...

Anderson Rabelo

terça-feira, 10 de junho de 2008

Vidografia


Vidografia

Vida vazia veloz.
Várias vozes voam
vendo a vida voar vazia
ouvidas via válvulas vaporíferas
Ventando, vazando, vivendo, vegetando.
Vida vazia veloz
Vaso vazio
Versos

Anderson Rabelo

sábado, 7 de junho de 2008

Derrame

Derrame

Derrama,
derrama,
derrame,
cama,
hospital,
as lágrimas, as lágrimas!
Ama
derrama,
derrama.

Anderson Rabelo

Encontro da Gramática Normativa e da Gramática Popular II


Encontro da Gramática Normativa e da Gramática Popular II

Num belo dia de sol, em alguma biblioteca do país, dois conhecidos nossos se reencontram!
- Vééééi, você por aqui!!!
- Nobre cidadão, como anda vosso furor?
- Hã?! Como é que tá tu?
- Vou-me em bons grados. O que lês?
- Ah, isso? Besteira, poesia man.
- Poesia Man? Desconheço tal autor.
- Não, er..., ah, é poesias do Drumondi preu dizer pra minha nega.
- Ah, sim, Drummond! Excelente! De um gosto refinadíssimo, er... qual a vossa graça?
- Ave Maria?!
- (Em risos) Acho que não me expressei bem; vosso nome, qual é?
- Aaaah, agora sim, José e o seu?
- Martim. Concede-me estas poesias para que eu possa reprografá-las, devolvê-lhas-ei em curtíssimo tempo.
- Emprestar até posso, mas repro, isso aí que tu disse acho que não vai poder não, é da biblioteca e foi caro.
- (Novos risos) José, reprografar é sinônimo de fotocopiar, xerocar.
- Ah, xerocar pode, mas esse tal de sinônimo não trabalha na xerox daqui não se ligou?
- Tudo bem José (risos), empresta-me, as devolverei logo. Prometo.
- Tá bom, tô aqui esperando viu seu Martim? Cada viagem desse cara, agora queria repo..., re..., acabar com as poesia, sei não viu?

Anderson Rabelo

sábado, 31 de maio de 2008

Castelo de ilusões


Castelo de ilusões

Eu vi seus olhos
e eles não estavam abertos.
Eu chorei minha agonia.
Eu vi tuas mãos, dedos enlaçados;
hoje não sonhei tão bem.

Te via e acordava
e meus olhos abertos
não enxergavam
tua vida,
teu ar,
tua sombra,
tua luz.

Minhas noites, tão cinzas;
meu céu, tão escuro;
tuas mãos apóiam meu rosto
e tão geladas me esperam.

Um dia eu irei vê-la
num castelo de emoções.
Tudo não passa de um
castelo de ilusões.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Esperançoso

Esperançoso

Nasce a esperança no céu
É a aurora e o luar
Vejo tua face aqui
Vem me chamando pro teu mar.

Cartas nas mãos, eis aqui
Beijos no ar
correndo vão transmitir
o mel que ainda pulsa, circular.

Fito o horizonte, o véu
Não é tão lindo se parar.
Sinto tua mão bem aqui
Sopra o meu rosto, me chama.

Correndo vou te encontrar
Busco o teu mar.
Vejo você me sorrir
e os beijos que te mandei se afogarem...

Anderson Rabelo

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Que professor eu quero ser?

Esse foi um tema que foi proposto na sala de aula pela professora de prática pedagógica Terezinha Bottas, ela não queria uma redação escolar, ela queria uma produção que partisse do coração do aluno, pois bem, eis a minha...

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Que professor?! Eu quero ser...

Que professor?! Eu quero ser o poeta das salas de aula,
O amigo do amigo, seu novo amigo: prazer!
Quero ser o rei, e ao mesmo tempo o servo.
A luz e o interruptor,
A mão que pesca, e o que ensina a pescar.
Quero ser o clichê, mas quero ser o novo,
As últimas idéias e as primeiras,
Quero ser esquecido, mas lembrado pelo tempo,
Quero ser a prosa e a poesia,
O chato e o legal,
A reprise intrínseca ao inédito
E o mar repetindo suas ondas com novos navios em suas costas.
Ah, isso eu quero ser.


Anderson Rabelo

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Retrato no papel






Retrato no papel

O que é a poesia

se não o retrato do poeta

nas letras emotivas do autor

em pensamentos filosóficos ou não?

Apenas riscos numa folha
que uns gostam e outros talvez.
Mas para o poeta importa escrever,
importa dizer para si mesmo
que aquilo que ele sente

pode ser pensado de uma outra forma

de uma maneira particular

no seu próprio universo,
na sua própria prisão
que se chama
vida.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O passeio do Real

O passeio do Real


Em um belo dia de sol, em algum paraíso fiscal...

- Olá Dólar, por aqui também?

- Pois é Euro, vim descansar, pegar um solzinho, aquela vida lá em casa me estressa.

- É verdade, e eu vivo viajando a negócios, agora meu trabalho está ficando cada vez mais cansativo cada vez mais exigente. Aproveitei e trouxe a minha família, e você?

- Também! A esposa, os cents, os primos, sogra, tá todo mundo aí, a mala foi pro hotel, estamos no caixa dois e você?

- Que legal, também estamos lá! Mas, segredo né, você sabe...

- Ih, olha quem vem ali, o baixinho!

- É mesmo, mas o que será que veio fazer aqui? Real, como está rapaz? Que tá fazendo aqui? Pra mim você só passeava em Igrejas, cuecas, Bíblias.

- É, mas dessa vez ganhei uma passagem quando assinei a Caras, agora tô aqui. Trouxe meus primos, o Dez centavos, Dez reais e ainda vieram os sete belos.

- Sete belos?

- Sim, a reencarnação dos Cinco centavos, ele morreu e reencarnou aí, o troco é ele.

- Prático não? – Pensa o Euro.

- Real – diz o Dólar – você sabe né, não to te desvalorizando, mas aqui só entra quem pode né?

- Ué, eu ganhei a passagem, vou ficar.

O Real ficou, passeou no parque dos desvios, foi para o clube da lavagem, namorou no parque da moeda. Enquanto isso o Dólar e o Euro se mordiam:

- Se o Real ficar mais um tempo, vão nos descobrir aqui, nossas férias são sigilosas. – disse o Dólar.

- É verdade, já viu o tanto de foto que ele disse que vai pôr no Orkut? Tem o hotel, o clube, Santa Casa da Moeda...

- O que faremos então? – Tentaram de todas as formas expulsar o Real dali, porém, o Real é gaiato, curtia tudo.

Então, Dólar e Euro, vendo que não tinha mais jeito, resolveram unirem-se à ele, e viram que isso era bom, puderam duplicar-se, somar-se e entraram em sociedades com empresas, universidades, igrejas, políticos, e assim o Real pôde voltar lá outras vezes.

Porém, as fotos no Orkut denunciaram o pobre do Real, e mais uma vez, ele foi deixado de canto e ficaram por cima o Dólar e o Euro.

Pobre do Real, de volta às cuecas...

Anderson Rabelo

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Encontro da Gramática Normativa e da Gramática Popular


Encontro da Gramática Normativa e da Gramática Popular

- Olá!
- Olá!
- Poderia obsequiar-me? Diz-mo se o auto-ônibus passou por esta avenida.
- (?) Ainda não véi.
- Agradecido.
Alguns minutos depois:
- Meu auto-ônibus, meu nobre conhecido, amplexos em vossa mercê!
-...(¬¬')
O ônibus passa direto e então:
- Prole de uma meretriz fornicadora, motorista iníquo!
- (em risos) Você ainda elogia é?
- Não meu caro..., er..., percebo outro auto-ônibus logo mais à frente, amplexos e ósculos em vossa família.
- Vá lá véi! Cada louco que me aparece...

Anderson Rabelo

domingo, 4 de maio de 2008

Existência...



Existência

O pior de existir
é saber que pode amar
e não ter pra onde ir
quando a dor é resgatada.


Anderson Rabelo