quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Estrelas




Estrelas


Brincando de brilhar
Brincando de namorar
Fazendo namorados felizes
em noite sem luar.


Anderson Rabelo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sentimento Sincero



Sentimentos Sinceros


Quando você luta por algo
e vê que algo não te devolve a si,
um vazio te preenche
e o peito explode
e a consciência lhe diz:
- Você é um merda!
Agora pego a faca
e corto meus pulsos.
Pelo menos a morte, 
ainda que espiritual,
é doce.


Anderson Rabelo

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ode aos sono



Ode ao sono


O dia nasce e rezo para que  lua volte.
O som da noite é muito mais gostoso,
o som do nada é muito mais saboroso
e os sonhos que brotam é a tentativa de uma realidade.
nos sonhos, sou muito mais feliz,
na vida, desejo sonhos
e nos sonhos eu vivo a vida.
Ave sonhos cheios de graça!

Anderson Rabelo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Canto Piu


O canto piu

O pássaro na gaiola
enxerga a liberdade,
voa para alcançá-la
e dá de cara com a grade
e o seu canto '(piu)',
vai emudecendo '(pi )'
até ficar mudo '(p )'
até ficar triste ( )
e morre.

Anderson Rabelo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vida dura...



Vida dura

Ele acordou de uma noite longa e difícil. Suas tosses não pararam um minuto sequer. Levantou-se, comeu aquele mesmo pão suado de todas as manhãs que nunca mudara a feição: branco, mole com bastante manteiga tentando substituir o presunto que acabou. Saiu pela única porta do seu pequeno apartamento, ainda ajeitando a gravata, mal dando bom dia ao guarda que toda noite guardava a região. Tomou seu ônibus, chegou ao trabalho, descobriu que a empresa estava em contenção de despesa e o demitiu, saiu atordoado, pegou o telefone e ligou para seus pais, mal havia lembrado que eles haviam morrido há pouco tempo em um acidente no prédio em que moravam devido à falta de manutenção. Andou pela rua, arranjou uns amigos de bar que pagou-lhe as cervejas, ficou bêbado, saiu chamando Jesus de Genésio, eu vi Genésio, Ele não morreu, se curou ao cair numa poça d’água que restara da chuva matinal. Sentou-se ao chão e chorou. Resolveu dar uma guinada na vida, correu para encontrar sua namorada, ao abrir a porta de sua casa, pegou-a com outro. Aquele rapaz, ficou ainda mais atordoado, descobriu-se só. Desceu pelas escadas correndo, esbarrou-se com duas freiras que caminhavam por perto que não tiveram compaixão daquele pobre rapaz e o repreenderam. Ele caminhava sem rumo até cair no chão novamente, só que, dessa vez, sóbrio. Afagou um cãozinho que passava por ali, sujo, que lhe lambera a ferida da mão que cortou na primeira queda e pensou ser aquele bichinho o único que ainda tinha compaixão de sua vida. Lembrou-se que havia guardado uma arma na gaveta de sua escrivaninha velha, resolveu voltar para casa, assim que chegou, pegou a arma, engatilhou, mirou em sua cabeça e click, não haviam balas, pensou em compra-las, mas seu último centavo foi gasto no transporte para seu retorno. Pensou em enforcar-se, mas não suportaria a dor, ele gostaria de ter uma morte instantânea, sem dor, assim, não daria tempo de arrepender-se e ninguém sentiria sua falta. Por falta de dinheiro, restara-lhe apenas um modo de se confortar, deitar em sua cama gelada e chorar até alguém ligar para ele. Quando de repente, o telefone toca.


Anderson Rabelo

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Tente entender...


Tente entender...

Carlos disse Linda eu te amo.
E, assim, eles se amaram mutuamente.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Olhar de criança


Olhar de criança

O olhar de uma criança
parece que invade a alma
e descobre tudo o que está acontecendo.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Incômodo





Por quê?







Acaba de nascer



Acaba de nascer um novo blog. Falo Mesmo, e aí? A principal proposta desse blog

é que eu possa comentar o que acontece por aí sem precisar me conter muito (só um pouco).

Espero que gostem. Acessem: http://falomesmoeai.blogspot.com/

Abraços,

Anderson Rabelo

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sorte do azar


Sorte do azar

O azar da gente
é a sorte do azar.
Tudo seria mais fácil
se a sorte
não fosse agente duplo.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

de aluno a professor


de aluno a professor

Se vestir de professor é atravessar um espelho
sair da cadeira para a mesa
e o engraçado é tentar descobrir o que o aluno pensa.
e esquecer que há pouco, foi aluno também.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

coração...


Coração...

Quando eu pego um coração,
não perdôo.
Mordo, degusto, sinto seu gosto deliciosamente em minha boca.
Mastigo vagarosamente e engulo.
Ela nem sente mais dor.
Ah, coração delicioso,
coração que me alimenta a vida.
Coração maravilhoso,
coração de galinha.

Anderson Rabelo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

TELEVISÃO BRASILEIRA, GRAÇAS A DEUS?

TELEVISÃO BRASILEIRA, GRAÇAS A QUEM?

Bom, eu sei que a proposta desse blog é divulgar minhas poesias e, ultimamente, tenho escrito conversas fictícias com meus futuros filhos. Porém tive de vir aqui comentar o que tem me incomodado. Antes, porém, preciso me apresentar de verdade.

Como todos já sabem, meu nome é Anderson Rabelo, mas nem todos sabem que sou formado em Letras Vernáculas pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Apesar de escrever contos e poesias, não sou da área da Literatura, sou da Linguística e o pior, da sociolinguística e por isso já não suporto mais o que a Televisão vem falando acerca das mudanças que estão acontecendo.

Sempre houve uma luta dos sociolinguistas para revelar que não existe apenas uma Gramática no mundo, mas mais de uma. No tão famoso "Livro do MEC", que quase ninguém sabe o nome, mas se chama "Por uma vida melhor", a autora nos diz que é possível que a pessoa fale: "nós vai à escola", É VERDADE!, ela ainda complementa dizendo que apesar disso ser possível, você não irá utilizar. A Língua é igual a uma roupa, você a utiliza conforme o local que você está. Imagine se você estiver em um ponto de ônibus e pedir que o ônibus te espere para que possas subir de maneira rebuscada. Eu já imaginei isso bem antes desta discussão.

Porém, os "cultos" deste país discutem coisas que não entendem, mexem na ciência sem ao menos ser cientistas da língua e surgem aberrações como as que mostro logo abaixo no vídeo retirado do youtube.


"Chancela para a ignorância que infelicita estamos apontando para o sentido contrário". Sério, amei essa frase. Quero fazer um convite a quem lê esse blog. Assista aos programas da Globo e me digam aqui em comentário, quantos falam a Gramática perfeitinha, do jeito que nos fora ensinado. O próprio Alexandre Garcia não utiliza. A palavra "pra" ainda não existe no nosso dicionário e sim "para". Se formos pensar em utilização da Gramática Normativa pura, isso NUNCA vai acontecer no Brasil. Porém, esta conversa já está esquecida, já humilharam muito a autora do livro "Por uma vida melhor" que pensa apenas em contribuir para o fim do preconceito (global de novela onde somente os broncos falam "errado". Alguém deixou de entender o que o Douglas da novela das nove fala para a Bibi? hummm)

Eu jamais abriria a boca para dizer que um trevo (palavra que indica que existem apenas três folhas) de quatro folhas é um erro da natureza, pelo contrário, é uma variação do que conhecemos. O mesmo ocorre para o Português, não existe "erro" e sim variação.

Fechando esse assunto, vi na semana passada, no Jornal Hoje, a notícia de que os Estados Unidos estaria relativizando o ensino da letra cursiva. Achei que ficariam por aí, mas acordo hoje, ligo a TV para aprender a cozinhar e a cozinheira estava falando de escrita. A pergunta era hilária: "o que será da escrita, meu Deus?" e diziam que o computador dominaria tudo. Colocaram os atores da Globo para escrever (acho que entendi, queriam ver se eles sabiam escrever, se for somente isso, eu desculpo, rsrs) e a própria Ana Maria escreveu num papel também (escrevi "num" e não "em um").

Bom, quando os EUA decidiram que o ensino da letra cursiva era optativo, não significaria que o aluno deixaria de escrever. Ele continuará escrevendo, mas existem váááários tipos de letras, (seu word que o diga), a cursiva é apenas uma delas. O aluno continuará a escrever, mas da maneira dele. Fiz caligrafia na minha alfabetização, aprendi a letra cursiva lá e na primeira série do ensino fundamental (hoje, segundo ano) e não utilizo a letra cursiva, utilizo a de forma (a Ana Maria também). Ensinar um tipo de letra não significa que não irei mais escrever, isso é MENTIRA. Apenas deixará que o aluno escreva da maneira que ache melhor e ele terá de saber, mesmo que utilize o computador que está a sua frente.

Dessa forma, meu desabafo está aqui registrado, espero que a intelectualidade brasileira deixe de se meter na ciência que não os cabe. A não ser que se trate de um Noam Chomsky da vida (mas sem árvores, ok?)

Abraços a todos,

Anderson Rabelo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Palavras

Imagem retirada em http://www.google.com.br/imgres?q=palavras&um=1&hl=pt-BR&safe=active&sa=N&tbm=isch&tbnid=KKCAivPRljXMzM:&imgrefurl=http://blogdobrunoleandro.blogspot.com/2011/05/palavras-apenas-palavras-pequenas.html&docid=ntbd8XDa2dTrKM&w=518&h=507&ei=07k5TvmSEobVgAfm2_zOBg&zoom=1&iact=hc&vpx=592&vpy=365&dur=1940&hovh=222&hovw=227&tx=119&ty=87&page=1&tbnh=136&tbnw=139&start=0&ndsp=24&ved=1t:429,r:14,s:0&biw=1280&bih=709 03 de agosto de 2011

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Palavras

As palavras, quando querem, mentem
e quando mentem são sinceras e eternas.
As palavras, quando podem, matam
e quando matam, é de vergonha.
Palavras são eternas.
Palavras, até mesmo as bonitas, ficam
As palavras não sentem o peso de serem palavras,
mas os ouvidos sentem o peso delas
que pesam ao coração.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cabeça



Cabeça

A cabeça é a parte do corpo que te controla.
A parte do corpo que te controla é a cabeça.
A cabeça é a parte do corpo que te controla.
A parte do corpo que te controla é a cabeça.
Se não é ela a parte do corpo que te controla,
Você não passa de um ser influenciável e fraco
Coitado...
A cabeça, pense na cabeça...

Anderson Rabelo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Aprontando com a Família - Parte I


Aprontando com a Família - Parte I

Estava eu sentado em minha poltrona, quando ouço a voz de Milena dizendo docemente:
-Amooooooor! Tô fazendo a lista dos materiais pro seu aniversário! Quantas velinhas eu tenho que comprar, mesmo? - Eu sei que lá no fundo, ela me ama, mas também sei que ela quis tirar sarro da minha cara. Fiquei mudo, ela e Tobias deram uma gargalhada gostosa, pois eu me vingaria, ah, se vingaria!
Acordei cedo no outro dia. Levei as crianças para a casa dos meus pais para passarem o dia lá. Seis da manhã estava ouvindo meu pai dizer:
- Seis horas! Isso é hora de acordas as pessoas?
- Eu preciso, meu pai, desculpa! - Peguei meu carro e saí voando de volta pra casa para utilizar meus materiais maquiavélicos para me vingar de ter sido chamado de velho.
Subi ao quarto de Sophia, em algum lugar dali eu sabia que Rodolfo estava guardado. (Rodolfo é o ursinho de pelúcia que Milena mais amou/odiou na face da terra) e coloquei na sala. Catei umas molas malucas e um pogobol e coloquei na porta do quarto dela. Consegui um DVD do Rá-Tim-Bum e pus na TV, foi quando ouvi passos na escada. Milena havia levantado.
- Andersoooooon, cadê os meninos?
- Hã, é, amor, levei eles pra casa dos meus pais!
- Que horas? Cedo assim, você é maluco, seu pai deve ter virado uma fera!
- Que nada, moreco, desce aí! - Escutei um grito:
- Aaaaaaiiiii, um pogobol!!! Que lindo!!! - Fiquei feliz, meu plano estava dando certo! Ela perguntou:
- Que que tá passando na TV? Rá-Tim-Bum? Gente, quanto tempo!!! - a cada descoberta de brinquedos antigos que Milena fazia, eu me empolgava mais com o brinquedo e menos com a vingança, no fim, terminamos brincando com tudo o que estava largado pela casa. Elástico, Pogobol, Lego, Pula-Pirata, Tazzo, até a hora que ouvimos a campainha e fui abri a porta. Eram meus pais, já passavam das vinte e três horas. Pendurados no colo do meu pai, Tobias e Sophia, de olhos esbugalhados. Meu pai falou:
- Voltaram à infância? Vocês não acham que estão velhos demais para isso? - Tobias e Sophia seguraram até a hora de meu pai e minha mãe irem embora e, assim que a porta se fechou, os dois gritaram:
- VELHOOOOOOOSSSSS!!! - Explodiram em risos, eu e Milena nos olhamos, os agarramos e fomos mostrá-los a verdadeira forma de se brincar. Nós velhos é que sabemos como nos divertir!

Anderson Rabelo

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Conversando com Tobias - Parte III - Nomes


Estava lavando os pratos do jantar, quando, de repende, ouço aquele chamado firme e carinhoso:

- Mamãe!

Prontamente enxuguei as mãos, me aproximei e respondi:

- Diga, filho...


- Me diz uma coisa...


- O que você quiser...


- De onde você e o papai tiraram o meu nome?


- Por que a pergunta, meu filho? Tá insatisfeito? - Respondi, na esperança de esfregar aquela situação na cara de Anderson com todo o prazer. Mas tive meus planos frustrados quando Tobias respondeu:


- Não, mamãe! De maneira alguma. Na verdade, estou bastante satisfeito. Conheço poucos Tobias, o que me faz sentir único, especial.


- E você é, meu bem. Mas... então qual é o problema?


- Nenhum. Curiosidade, ué, não pode?


- Claro que sim, meu anjo! - Respondi, tentando ganhar tempo para organizar a minha fala - Bom, deixe-me ver... Na verdade, a ideia foi de seu pai. Ele encarnou, desde o início do nosso namoro, que queria, porque queria, que seu nome fosse Tobias.


- Mas, por que?


- Segundo ele, porque lembra aquele famoso poeta Tobias Barreto, porque remete ao interior chamado Tobias Barreto, onde mora parte da família dele e, por fim, porque é um nome Bíblico.


- Hunn... bacana! E você concordou assim, de imediado? Porque, venhamos e convenhamos, não é um nome muito convencional.


- Pra ser sincera, não, filhote. Eu até gostava do nome, mas achava que você seria perturbado pelos seus colegas na escola. Só aceitei quando vi o significado: "Deus é bom".


- Massa o significado!... Mas... Por que eu seria perturbado, mesmo?


- Você sabe...


- Sei?


- O povo iria associar você àquele personagem do charges.com, o Tobby entrevista.


- Ahn? Boiei, mãe! Que charges? Que Tobby? Só quem me chama de Tobby é vovó Alanete. Do que que você tá falando?


- Aquele programinha, meu filho, em que o Tobby entrevistava famosos.


- Nunca vi mais gordo, mãe. Isso é coisa da sua época!


- Como assim "coisa da minha época", menino! Tá me chamando de velha?


- Jamais, mamãe! Mas, vamos combinar que você já tá com uns pezinhos de galinha beirando esses olhos verdes...


- Pezinhos de galinha???


- É, mamãe! Fala sério! O que você esperava? Você já passou dos 30, minha velha!


- "Minha velha"? Não existe mais respeito dentro dessa casa!


- Heeheheheh! Calminha mamita!


- Agora eu me irritei! É pra falar de idade, é? É pra falar de velho? Então vamos jogar limpo nessa estória.


- Amooooooor! - Gritei por Anderson que assistia "Two and a half man" na sua cadeira do papai.- Tô fazendo a lista dos materiais pro seu aniversário! Quantas velinhas eu tenho que comprar, mesmo?


Anderson calou-se e Tobias explodiu em gargalhadas.



By: Milena Farias

Conversando com Sophia - Parte III - A Hora do Banho


- (Cantarolando) Tchau preguiça, tchau sujeira, adeus cheirinho de suoooor...
- Qual é, mamãe, que você tá aí cantarolando desse jeito?
- O que que você acha, gracinha? Ora do banho, ué, já devia saber....
- Ihhhhhhh! Nem vem que não tem! Não tomo banho nesse frio mas neeeeem...
- E você lá tem vontade própria? Vai tomar, sim, e acabou!
- Vixe, mamãe! Pra quem não gostava da fruta, você até que virou uma bela de uma defensora, viu?
- Como é que é a estória, Sophia?
- É isso mesmo! Meu pai me contou tudo!
- Tudo o quê exatamente?
- Tudo. Que quando vocês namoravam você não tomava banho. Quer dizer, até tomava... mas, nos dias frios, chiaaaava antes...
- Ora bolas, mas esse seu pai vai ouvir. Onde já se viu, falar uma coisa dessas pra você.
- Ah, mãe, largue de besteira! Eu e o papai somos amigos íntimos!
- Amigos íntimos... sei... Agora, as histórias dele ele não conta, não é? Já te falei daquela vez que ele foi para o Rio de Janeiro e passou uma semana....
- Já mamãe. Já. Mais de mil vezes.
- Afff... também não precisa ser grossa!
- Olhe só, mãe, de qualquer modo, o que eu tenho percebido é que você e o papai, quando eram jovens...
- Como assim "quando eram jovens"? Eu ainda estou na flor da idade, meu bem!
- Sim, você entendeu... Antigamente, vocês tinham autonomia para decidir quando iam tomar banho. Eu também quero decidir que dia...
- Diaa???
- Tá, tá... que horas fazer minha higiene pessoal. Eu também tenho meus direitos.
- Ahhhhh! É mesmo? Pois eu quero lhe dizer que você está muito desinformada, mocinha! Desde quando, essa casa é regida pelas leis da democracia?
- Ahn? Mas eu sempre soube que ela era...
- Pois é! Falou bem: "era". Pois eu acabo de dar um golpe de Estado e, a partir de agora, o regime é de ditadura e, por sinal, eu aconselho, pro seu próprio bem, que você adiante logo esse banho, porque senão a repressão vai começar!

By: Milena Farias

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Conversando com Tobias e Sophia


Conversando com Tobias e Sophia - Parte I

Eu tava sentado no meu sofá, lendo o jornal e vejo um vulto no chão. Olhei e nada. Voltei à minha leitura matinal e vi de novo um vulto. O que era aquilo?
- Milena, a diarista limpou a casa direitinho? - perguntei a ela que ainda estava se levantando.
- Sim amor! Porque?
- Por nada! - Voltei à minha leitura quando vi uma cabecinha se escondendo atrás da poltrona.
- Pode sair, Tobias, já te vi!
- Poxa, papai é esperto!
- Que bom que pensa assim, Sophia não comunga da mesma ideia. - Falei sorrindo e ouvi:
- Sophia não sabe de nada, ela nem sabe...
- Me enganar? Sophia, sai daí de trás do sofá, eu também te vi!
- Que coisa, hoje ele acordou com a macaca! - disse Sophia.
- Com a macaca nada, estou atento a vocês dois, ou pensam que engoli o susto de ontem. Meu Deus, vocês falam! Preciso levá-los ao Fantástico!
- Fantástico coisa nenhuma! - agora eu me assustei, Milena ainda é a única que consegue me surpreender, mesmo saindo do quarto toda arrumada e linda como sempre para dar aula. - esses meninos tem de ir é ao Programa do Gugu! - agora sim, decepção.
- Programa do Gugu?! Mil vezes o Fantástico!
- Mas os filhos são meus também e eu prefiro o Gugu...
Sophia e Tobias se olham e comentam:
- Esses dois são louquinhos, louquinhos.
- É, melhor ficarmos calados, né?
- Acho que não.
- Você é demais Sophia!
- Eu sei, puxei a mamãe.
E a discussão continuava rolando...

Anderson Rabelo










* nem todos os fatos deste texto, condizem com a realidade.

domingo, 12 de junho de 2011

Conversando com Sophia – Parte II




Conversando com Sophia – Parte II


E no dia seguinte...

- Bom dia, filhota!

- Bom dia, mami!

- Seu pai tem me falado das conversas que você e Tobias têm tido com ele... Fiquei com ciúmes...

- Ahhhh! Que besteira mamãe!

Fiquei a observar aquele rostinho tão lindo, os olhinhos tão claros, os cabelinhos suavemente ondulados. Me orgulhei por pensar que parte de mim havia contribuído para formar aquela “pessoinha” tão perfeita.

Mas, de repente, em meio àqueles traços tão finos e serenos, percebi um ar de preocupação. Perguntei:

- O que foi, filha? Você me parece preocupada... – Falei com um tom levemente irônico, afinal, que preocupação poderia ter uma criança daquela idade? Mal sabia eu que nunca é cedo demais para se ter uma surpresa!

- Sabe o que é, mamãe? É que, às vezes, ouço as conversas de Tobias com o papai e, volta e meia, o vejo falar que você é “um sonho bom” que ele tem.

- Hunnn...

- Isso quer dizer que ele sonha com você da mesma forma como eu sonho com bombons e chocolates?

Nessa hora, não pude conter o riso e respondi:

- É por aí, minha linda!

Ao que ela retrucou:

- Puxa, mamãe! Que lindo! Sabe, um dia também quero ser o sonho bom de alguém...

- Mas você já é o nosso sonho bom, princesa! Seu pai e eu sonhamos muito com você e com o Tobias.

- Não, mãaae. Eu sei que vocês sonharam conosco, mas... não é disso que estou falando... estou falando de... você sabe... de ter um... UM NAMORADO – ela largou quase num soluço.

- Isso é coisa que se diga, menina! Você não tem nem um ano de idade ainda. Não precisa ter esse tipo de preocupação agora!

- Bom...de repente, puxei a você! Papai sempre diz que você era precoce! – Disse ela sem nenhum pudor! E arrematou:

- Você foi precoce nisso também, mamita? Pensou em namorados tão cedo como eu?

- Hunn.. Eh... Arrrg... Ehhh... Andersoooooooooooooon! Sua filha está querendo falar com você aquiiiiii! ... Agoraaaaaaaaa!


By: Milena Farias

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Conversando com Sophia - Parte I



Conversando com Sophia - Parte I

Depois de deixar Tobias, fui ver Sophia...
- Minha filhinha mais linda, vamos dormir? - silêncio, como eu havia escutado o Tobias, resolvi perguntar:
- Filha, você também é superdotada? - sem resposta e perguntei:
- Filha? - silêncio, suspirei e pensei:
- Ufa, ela é normal! - quando ouço no pé do meu ouvido:
- Quer dizer que só porque falamos e pensamos, não somos normais papaizinho? Caso o senhor não saiba, somos superdotados. - me assustei, mas era de se esperar, filhos de quem são... falei:
- Quer dizer então que você também fala!
- Por que não falaria?
- Talvez porque mal tenha um ano de idade?
- Ah, não falar é para bebês estúpidos e ignorantes, graças a Deus somos seres um pouco mais evoluídos. - Juro a vocês que antes de ouvi-los falar, me sentia confortável, mas depois de hoje, não mais.
- Sophia, vamos com calma! Só queria desejar boa noite. Vai me dizer que também já tem TPM, não, né? - disse sorrindo e ouvi também o sorriso dela e uma pergunta aparentemente doce:
- Papai, quem inventou meu nome?
- Não sei querida, sei que sua mãe que escolheu!
- O que significa?
- Sophia? Bom, Sophia significa: "A Sábia!"
- Ééé, boa Mamãe, agora entendi porque sou tão inteligente.
- Mas vocês se acham, né?
- Não papi, apenas somos.
- Humrum, tudo bem, vamos dormir?
- Vamos sim papi. Boa noite para o senhor.
- Boa noite Sábia menina! - e fui dormir.

Anderson Rabelo

terça-feira, 7 de junho de 2011

Conversando com Tobias - Parte II


Conversando com Tobias - Parte II

- Papai, espera!
- Que foi filho?
- Me conta mais da mamãe?
- O que você quer saber dela?
- Ela sempre foi bonitona daquele jeito? - sorrindo eu respondo:
- Sim, filho. Sua mãe sempre foi linda daquele jeito. Os alunos dela chegavam a compará-la com a Barbie, mas essa Barbie não era uma boneca frágil. Ela é forte, logo você vai ver como é que ela resiste aos problemas, ou você acha que foi fácil convencê-la a namorar comigo. Três anos de batalha árdua. - em gargalhadas, Tobias diz:
- Imagino, o senhor é feio! - fecho a cara e respondo:
- Espero que você puxe seu pai, gracinha. - abro um sorriso e ouço Tobias:
- Deus é mais, vou puxar a mamãe. - sorrio novamente e finalmente digo:
- Vá dormir seu moleque, boa noite!
- Boa noite pai, te amo! - observo Tobias pegar no sono e, pouco depois, vou dormir também.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Conversando com Tobias - Parte I


Conversando com Tobias - Parte I

- Papai, o que você encontrou na mamãe pra gostar tanto dela?
- Tobias? Você já fala?
- Haha, puxei a mamãe.
- Precoce, hein? Bom, sua mãe é um doce, quando me apaixonei, vi seus olhos e o que havia dentro dela e vi que o estava dentro era bom. Vi sua inteligência, maneira de pensar, vi que era totalmente mãe e cuidava bem do seu filho, vi amor.
- Ela era doce? Era feita de açúcar?
- Não, filhote. Ela é um sonho bom que eu tenho. Nosso amor resiste a tudo, igual ao diamante.
- Ah, entendi, vocês brilham, né?
- É, é bem isso Tobias, agora dorme, tá?
- Tá pai!
- Te amo, filho!
- Te amo, pai.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Eta vida besta meu Deus!"


"Eta vida besta meu Deus!"

Quem disse que o autor morreu?
Quem disse que elvis não morreu?
Quem disse que o que escrevo não sou eu?
Quem disse que só querem o meu bem?
Quem disse que a vida é doce?
Quem disse tudo isso é muito besta
porque o autor ainda vive;
Elvis está morto;
o que escrevo sim, sou eu!
não querem tanto assim o meu bem
a vida é mais amarga que o fel
a única verdade nisso tudo é a besteira do besta.

Anderson Rabelo

terça-feira, 24 de maio de 2011

estou certo...



E assim tenho a certeza

De que o mar beija a areia

Pedindo perdão por tê-la machucado

Quando ainda era pedra.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 13 de maio de 2011

e assim...


E assim...

...acontece,
o amor prevalece e nesse encanto eu guardo o suspiro.
A vitória repousa sobre nós,
e o descanso merecido daquele que combateu o bom combate vem.
Agora as gotas da chuva que eram lágrimas
se tranformam em gotinhas de amor que lavam a dor.
As feridas saram, a dor cura...
A certeza agora é que o amor sempre vence
e sempre vencerá.

Anderson Rabelo

sábado, 7 de maio de 2011

tão bom...




tão bom...

Viver é bom
quando se tem um dom
e um tom a se cantar.
Viver é som
quando se canta com
habilidade amar.
Nascer é bom
quando se ouve som
reaprendendo a sonhar.

Anderson Rabelo e Milena Farias

sexta-feira, 29 de abril de 2011

sol

Sol

Bate a chuva por três dias,
chuva que não bate na janela de casa,
mas na do meu peito, do meu coração.
As nuvens se juntaram para encobrir o sol,
as nuvens se juntaram para não haver esperança de um fim de tempestade
mas o sol prevaleceu e a luz perfurou seus corpos,
a luz voltou a esquentar meu coração
voltou a esquentar meus desejos, sonhos, sentimentos
e hoje é um dia ensolarado eterno em meu peito
Deus sabe quanto amo o sol.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Nublado



Nublado

A chuva toma conta do meu peito.
O peito rasga a alma como um velcro.
A alma, sem valor, agora vaga perguntando porque?
A vida, sem delícias, não confia na morte,
sua amiga distraída, que mata seus amores com um beijo
e nunca fecha as suas feridas.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Desvaneios masculino


Desvaneios masculino

Todas as mulheres do mundo são uma só,
Mas eu insisto em querer apenas uma
Que não seja as outras, mas ela,
Simplesmente ela sem dores de parto,
Mas cores de amores
E cheiro de flores.
Amada, amante
Versos roubados, sim!
Eu quero todas e eu quero uma que não são todas,
Onde encontro?
Nem na minha sã mente louca,
Descrevo amores.
O sono bate, a porta bate, o tapa bate
Mas não acordo e continuo buscando a única
Que são todas,
Mas insisto em não saber.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Choro de mulher



Choro de mulher

Se me perguntarem qual a coisa mais bonita que existe na mulher,
de imdiato respondo: a capacidade de chorar.
Todo homem é hipócrita.
Diz que não chora, mas despeja ao fim da noite suas lágrimas
em um travesseiro de desespero.

Anderson Rabelo

terça-feira, 22 de março de 2011

Se eu tivesse asas


Se eu tivesse asas

Se eu tivesse asas, o mundo seria pequeno,
não enxergaria o chão como enxergo hoje,
não enxergaria o mar da ponta da areia
nem viria o por-do-sol, jamais.
Se eu tivesse asas, enxergaria o céu,
pequenos pássaros voando,
a criança sorrindo com seu castelinho de areia
sonhando que é rainha até que o mar, dono da verdade, destroi seu sonho.
Mas ela se ergue e reconstroi seu castelo
e eu sigo voando em busca do infinito por-do-sol.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sentindo os sentidos



Sentindo os sentidos

sentimento é a o apogeu dos
sentidos, sentindo o sabor de quem
sente perto a presença outrora
sentida e por demais
sentimental eu sou,
sentindo amor,
sentido discretamente em
sensor apaixonante e amante
sem mais cantante, te amo, amém!

Anderson Rabelo

domingo, 13 de março de 2011

Desafios



Desafios

Eis o grande desafio diário,
superar as delícias e os sabores da lembrança,
superar as metas estabelecidas para adquirir novas,
superar as tristezas que se passaram ainda a pouco para usufruir alegrias,
superar os medos para adquirir coragem,
superar o sono para acordar
e o café já está pronto na sua xícara
para te dizer bom dia.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 9 de março de 2011



O poema

O poema brota das minhas entranhas
tal qual as entranhas pulsam letras cuspidas e escarradas
esculpidas e encarnadas no meu semblante sério e alegre.
O poema nasce do coração,
o poema vive da emoção,
o poema se alimenta de toda a paixão existente ou não.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 3 de março de 2011

Fervor



Fervor

O que vês pela escuridão
é a sombra do som que foi gritado
que nem assusta mais a matéria fundida
em aço líquido a mais de cem mil graus.
O que não vês é que no barquinho no meio do mar
à luz da lua navegam dois amantes fervorosos...

Anderson Rabelo

Cisquinho



Cisquinho

Fique de olho
atento a tudo
o que te rodeia
e esqueça
o cisco que te cega
e o resto é apenas sombra
daquilo que querias ver,
mas que não existe.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Hard finger



Big Brother
Hard Finger
Bad Brother
Big Enemy
wow!!!

Anderson Rabelo

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Recicle


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011






terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dez poemas felizes




Poema I

As pessoas passam tão normais por mim,
umas tristes, outras emburradas, outras nem aí
e não percebem no canto da minha boca o sorriso que nasce
da alegria que habita em mim, sem motivo algum
acho que ouvi que me amavam.

Anderson Rabelo


Poema II

Eu posso contar teus dentes
eu posso enxergar tua língua
eu posso medir tua boca
só não posso contar teus sorriso, pois são muitos
e eu já perdi a conta deles.

Anderson Rabelo

Poema III

O Cravo sorriu pra Rosa
debaixo de uma sacada
O caco dos dois caiu
e eles deram uma gargalhada!

Anderson Rabelo

Poema IV

Tum-tum
- Quem bate?
- Sou eu?
- Eu quem?
- A Alegria!
- MENTIRA, ELA JÁ ESTÁ AQUI DENTRO!
A Tristeza ficou triste, não conseguiu enganar o coração.

Anderson Rabelo

Poema V

O V chamam de Vingança,
mas ele ficou chateado, virou de pernas pra o ar
amarrou as pernas e virou A de Amor.

Anderson Rabelo

Poema VI

Quase lá,
só falta um pouco pra o sol nascer
e com ele a majestade do novo dia
e do dia esquecido.
Quase lá.

Anderson Rabelo

Poema VII

Eu VI! EU VII SIM,
VIII um rastro de alegria passando por aqui,
o melancólico tem o pé no chão, a alegria não,
mas é melhor ser alegre, não é?
Então, abra um sorriso!!!

Anderson Rabelo

Poema VIII

Passou o tempo e nada de conserto,
trocaram as artérias, trocaram o sangue,
mas o coração ficou intacto, o que implica dizer
que a alegria não fugiu, ficou presa aqui
e nenhuma medicina me livrará dela.

Anderson Rabelo

Poema IX

Esse número parece baiano
IX(i) Maria, abriu um largo espaço
de um braço ao outro pra abraçar a vida
e dizer que é feliz.
Olha o sol sorrindo também!

Anderson Rabelo

Poema X

Não precisa ser mutante
nem X-Man pra ser feliz.
Basta abrir um leite condensado
colocar uma colher de chocolate,
levar ao forno e esperar desprender da panela
e um pouquinho de crença de que o outro está sim feliz.

Anderson Rabelo

É e não era



Era e não é

O mel toca a ponta da língua
e já não é mais doce.
A língua toca o céu da minha boca
e lá já é o inferno.
A boca sussura de carinho
e já são gritos de raiva
O carinho que vinha da sua mão
agora me bate.
A mão que era macia
agora pesa
E o travesserio que era de algodão
agora é tijolo
e minha cabeça doi
e o sangue pulsa forte
e o coração se rasga
e eu morro feliz.

Anderson Rabelo

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Siga





Siga

A vida tem que seguir
e você não pode ser atraso pra ninguém.
Escolha seu caminho.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011



Engraçado como o presente
nos soa tão pretérito.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

FDP

FDP

O palhaço é só um coitado que faz piada de sua própria vida.
Nós somos os filhos da puta que riem dele
e, assim, a vida segue.

Anderson Rabelo

Pesadelo

Tenho medo da interpretação que podem fazer à esse poema, mas poema é poema!
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Pesadelo

Um minuto
e tudo o que você acreditava
se torna um pesadelo.

Anderson Rabelo

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

De quem eu estou falando?


De quem eu estou falando?

É hoje que o carneiro vai pra o brejo!
Mas o ditado não dizia que era a vaca?
Sim, era a vaca, mas hoje, a vaca tá comendo capim,
mas o carneiro, esse tá escondendo o capim da vaca
e tá comendo sozinho,
no máximo, divide com sua ovelha
e só porque ela manda nele,
o carneiro tá indo pra o brejo,
só que com o empurrão do seu dono que não quer mais ele no seu pasto...

Anderson Rabelo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dor de dente



Esse negócio de presidenta ou presidente
me dá até dor de dente.
Rima tosca,
gêneros toscos,
president_ nova.
Preencham a lacuna na escola,
qualquer um é 10
ou melhor, 13!!!

Anderson Rabelo