quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Aquele sorriso
Aquele sorriso
Aquele sorriso traz alegria,
traz vida ao coração,
traz sabores e delícias que outrora não eram tão comuns.
Aquele sorriso traz brilho nos olhos
que só um teatro de bonecos é capaz de trazer
aos olhinhos da criança perdida no adulto.
Aquele sorriso é mágico,
é belo,
encanta.
Aquele sorriso cativa
lembranças.
Anderson Rabelo
Reflexões sobre a paixão
Reflexões sobre a paixão
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Alquimia Global
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Reflexões sobre a feiúra
Foto by: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgca_wrIWHUlhndWG_afT4AmMu5t_T_iCnRoiVS8iOO3BEUcQIy8JtfHneP9KF6XFGHel9xgTiuGOWZp49YSSPYhMN0lcBKZ2jyIP_Uct9vctbFH18ZTOtSjeurGGbV-ei0QPF9k_YoRIc/s1600/feio.jpg
Reflexões sobre a feiúra
Esse texto não fala de você ou de alguém que você conheça. Não trata-se também de autoajuda. São reflexões sobre o comportamento de um ser específico inserido em uma sociedade democrática e ditadora.
Ele nasceu e, até determinada idade, era paparicado por todas as mulheres, era o rei da cocada preta, afinal, era uma criança. Cresceu e a puberdade lhe dera espinhas, cravos, dentes tortos (ok, isso não é culpa da puberdade, mas sou livre para colocar aqui, afinal, o texto é meu e não seu!), descobrira-se feio, adeus paparicos (faço uma exortação às crianças: Aproveitem as mulheres enquanto podem. Quando crescerem, podem, não mais, ter isto - a não ser que seu pai seja rico e/ou você possua um camaro na garagem). O pequeno feio era um doce. Puro, lindo - por dentro - mas por ser puro, nada que falasse agradava. Para piorar, era gordo. Apaixonou-se algumas vezes, porém frustrava-se sempre. Elas nunca o queriam. É aqui que pretendo deter-me.
A feiúra espanta possibilidades. Possibilidades de conhecer um bom coração, um bom ser humano, uma boa conversa. Em festas, o feio não é rei (peço licença às mulheres, as feias, dependendo da noite e do grau etílico, ainda saem no lucro, isso é um fato!). O feio é parceiro da convivência, só por ela é possível descobrir a inteligência por trás daquele desprovido de boa fisionomia (termo politicamente correto, haha). Só então, as chances dele se equiparam ao do belo (quem sabe até não ultrapassa). Aí surge a obrigação de ser inteligente, surge uma obrigação boa, mas difícil. "Grandes poderes trazem grandes responsabilidades", peço licença ao Tio Ben do Homem Aranha para utilizar sua frase que não é argumento de autoridade, mas traz verdade. Ser inteligente dói. Da cabeça de um feio (e gordo) surgem ideias e ele tem a consciência de que necessita de um tempo para se fazer bonito. Inteligência agrada, mas com o tempo. Mais uma vez afirmo: inteligência dói.
Existem pessoas que querem simplesmente ser, sem obrigações de saber - e não lhes atribuo culpa, afinal, se todos fôssemos intelectuais, seríamos ótimos insuportáveis escrevendo reflexões, reflexões e não chegando a lugar algum. Defendo o direito de ser feio e feliz. Ser inteligente apenas por prazer. Observem mais os feios. Eles são legais, acreditem! Esta é apenas uma reflexão que não deve levar a lugar algum. Se você é bonitinho, reflita um pouco, talvez você ache algo interessante no meio dos seus pensamentos.
Anderson Rabelo
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Olhar de Jabuticaba
Olhar de Jabuticaba
sábado, 28 de julho de 2012
Olimpo
Olimpo
O olhar perdido nas nuvens cinzas que trazem lágrimas.
O peito aberto diante de uma música suave nacional.
A mente viajando nas doses de whisky engolidas pelo tempo.
A paz da noite reinando enquanto uma gota de chuva escorrega pelo rosto revelando que não há paz.
As pernas estiradas tentando relaxar o corpo, quando na verdade é a mente que está cansada.
A luz da lua adentrando timidamente a sala, buscando o amor daquele homem descrito acima que achava que ninguém o queria.
O céu oculto, fazendo a sua parte separando os deuses dos mortais.
Anderson Rabelo
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Criatividade
Imagem retirada do site: http://marcianassrallah.com.br/?p=1379 Acesso em 22/06/2012.
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CRIATIVIDADE
Criatividade
atividade
idade
de
Cria
Anderson Rabelo
quinta-feira, 17 de maio de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Amar
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Amar
Amar é pegar um copo, pôr água, sal e areia
e ter a sensação de que há mar.
Anderson Rabelo
quinta-feira, 29 de março de 2012
Poema esquizofrênico
A palavra assombra os sentidos
dados aos verbos distribuídos
em toda a parte em que os olhos vêem
e a boca profere
e a mão escreve.
aaaaaah!!!
Animal,
anormal,
vozes,
medo,
esquizofrenia...
Nãããããão!!!
As vozes,
as vozes em mim me assombram ligeiro
me fazendo correr e pular de um penhasco
e no fundo sem fim, ou mesmo esperança
cair sozinho e sem luz.
Palavras, palavras me assustam.
Medo,
medo,
medo...
Shhhhh!!!
Anderson Rabelo
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Casca
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Ovo Frito
O mundo gira
e pede de café da manhã, ovo frito.
Separa a gema da clara.
A gema, o mundo joga para o alto.
E a clara, derrama no chão clareando a minha visão.
Anderson Rabelo
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Estrelas
Estrelas
Brincando de brilhar
Brincando de namorar
Fazendo namorados felizes
em noite sem luar.
Anderson Rabelo
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Sentimento Sincero
Sentimentos Sinceros
Quando você luta por algo
e vê que algo não te devolve a si,
um vazio te preenche
e o peito explode
e a consciência lhe diz:
- Você é um merda!
Agora pego a faca
e corto meus pulsos.
Pelo menos a morte,
ainda que espiritual,
é doce.
Anderson Rabelo
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Ode aos sono
Ode ao sono
O dia nasce e rezo para que lua volte.
O som da noite é muito mais gostoso,
o som do nada é muito mais saboroso
e os sonhos que brotam é a tentativa de uma realidade.
nos sonhos, sou muito mais feliz,
na vida, desejo sonhos
e nos sonhos eu vivo a vida.
Ave sonhos cheios de graça!
Anderson Rabelo
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
O Canto Piu
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Vida dura...

Ele acordou de uma noite longa e difícil. Suas tosses não pararam um minuto sequer. Levantou-se, comeu aquele mesmo pão suado de todas as manhãs que nunca mudara a feição: branco, mole com bastante manteiga tentando substituir o presunto que acabou. Saiu pela única porta do seu pequeno apartamento, ainda ajeitando a gravata, mal dando bom dia ao guarda que toda noite guardava a região. Tomou seu ônibus, chegou ao trabalho, descobriu que a empresa estava em contenção de despesa e o demitiu, saiu atordoado, pegou o telefone e ligou para seus pais, mal havia lembrado que eles haviam morrido há pouco tempo em um acidente no prédio em que moravam devido à falta de manutenção. Andou pela rua, arranjou uns amigos de bar que pagou-lhe as cervejas, ficou bêbado, saiu chamando Jesus de Genésio, eu vi Genésio, Ele não morreu, se curou ao cair numa poça d’água que restara da chuva matinal. Sentou-se ao chão e chorou. Resolveu dar uma guinada na vida, correu para encontrar sua namorada, ao abrir a porta de sua casa, pegou-a com outro. Aquele rapaz, ficou ainda mais atordoado, descobriu-se só. Desceu pelas escadas correndo, esbarrou-se com duas freiras que caminhavam por perto que não tiveram compaixão daquele pobre rapaz e o repreenderam. Ele caminhava sem rumo até cair no chão novamente, só que, dessa vez, sóbrio. Afagou um cãozinho que passava por ali, sujo, que lhe lambera a ferida da mão que cortou na primeira queda e pensou ser aquele bichinho o único que ainda tinha compaixão de sua vida. Lembrou-se que havia guardado uma arma na gaveta de sua escrivaninha velha, resolveu voltar para casa, assim que chegou, pegou a arma, engatilhou, mirou em sua cabeça e click, não haviam balas, pensou em compra-las, mas seu último centavo foi gasto no transporte para seu retorno. Pensou em enforcar-se, mas não suportaria a dor, ele gostaria de ter uma morte instantânea, sem dor, assim, não daria tempo de arrepender-se e ninguém sentiria sua falta. Por falta de dinheiro, restara-lhe apenas um modo de se confortar, deitar em sua cama gelada e chorar até alguém ligar para ele. Quando de repente, o telefone toca.
Anderson Rabelo















