terça-feira, 22 de março de 2011

Se eu tivesse asas


Se eu tivesse asas

Se eu tivesse asas, o mundo seria pequeno,
não enxergaria o chão como enxergo hoje,
não enxergaria o mar da ponta da areia
nem viria o por-do-sol, jamais.
Se eu tivesse asas, enxergaria o céu,
pequenos pássaros voando,
a criança sorrindo com seu castelinho de areia
sonhando que é rainha até que o mar, dono da verdade, destroi seu sonho.
Mas ela se ergue e reconstroi seu castelo
e eu sigo voando em busca do infinito por-do-sol.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sentindo os sentidos



Sentindo os sentidos

sentimento é a o apogeu dos
sentidos, sentindo o sabor de quem
sente perto a presença outrora
sentida e por demais
sentimental eu sou,
sentindo amor,
sentido discretamente em
sensor apaixonante e amante
sem mais cantante, te amo, amém!

Anderson Rabelo

domingo, 13 de março de 2011

Desafios



Desafios

Eis o grande desafio diário,
superar as delícias e os sabores da lembrança,
superar as metas estabelecidas para adquirir novas,
superar as tristezas que se passaram ainda a pouco para usufruir alegrias,
superar os medos para adquirir coragem,
superar o sono para acordar
e o café já está pronto na sua xícara
para te dizer bom dia.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 9 de março de 2011



O poema

O poema brota das minhas entranhas
tal qual as entranhas pulsam letras cuspidas e escarradas
esculpidas e encarnadas no meu semblante sério e alegre.
O poema nasce do coração,
o poema vive da emoção,
o poema se alimenta de toda a paixão existente ou não.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 3 de março de 2011

Fervor



Fervor

O que vês pela escuridão
é a sombra do som que foi gritado
que nem assusta mais a matéria fundida
em aço líquido a mais de cem mil graus.
O que não vês é que no barquinho no meio do mar
à luz da lua navegam dois amantes fervorosos...

Anderson Rabelo

Cisquinho



Cisquinho

Fique de olho
atento a tudo
o que te rodeia
e esqueça
o cisco que te cega
e o resto é apenas sombra
daquilo que querias ver,
mas que não existe.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Hard finger



Big Brother
Hard Finger
Bad Brother
Big Enemy
wow!!!

Anderson Rabelo

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Recicle


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011






terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dez poemas felizes




Poema I

As pessoas passam tão normais por mim,
umas tristes, outras emburradas, outras nem aí
e não percebem no canto da minha boca o sorriso que nasce
da alegria que habita em mim, sem motivo algum
acho que ouvi que me amavam.

Anderson Rabelo


Poema II

Eu posso contar teus dentes
eu posso enxergar tua língua
eu posso medir tua boca
só não posso contar teus sorriso, pois são muitos
e eu já perdi a conta deles.

Anderson Rabelo

Poema III

O Cravo sorriu pra Rosa
debaixo de uma sacada
O caco dos dois caiu
e eles deram uma gargalhada!

Anderson Rabelo

Poema IV

Tum-tum
- Quem bate?
- Sou eu?
- Eu quem?
- A Alegria!
- MENTIRA, ELA JÁ ESTÁ AQUI DENTRO!
A Tristeza ficou triste, não conseguiu enganar o coração.

Anderson Rabelo

Poema V

O V chamam de Vingança,
mas ele ficou chateado, virou de pernas pra o ar
amarrou as pernas e virou A de Amor.

Anderson Rabelo

Poema VI

Quase lá,
só falta um pouco pra o sol nascer
e com ele a majestade do novo dia
e do dia esquecido.
Quase lá.

Anderson Rabelo

Poema VII

Eu VI! EU VII SIM,
VIII um rastro de alegria passando por aqui,
o melancólico tem o pé no chão, a alegria não,
mas é melhor ser alegre, não é?
Então, abra um sorriso!!!

Anderson Rabelo

Poema VIII

Passou o tempo e nada de conserto,
trocaram as artérias, trocaram o sangue,
mas o coração ficou intacto, o que implica dizer
que a alegria não fugiu, ficou presa aqui
e nenhuma medicina me livrará dela.

Anderson Rabelo

Poema IX

Esse número parece baiano
IX(i) Maria, abriu um largo espaço
de um braço ao outro pra abraçar a vida
e dizer que é feliz.
Olha o sol sorrindo também!

Anderson Rabelo

Poema X

Não precisa ser mutante
nem X-Man pra ser feliz.
Basta abrir um leite condensado
colocar uma colher de chocolate,
levar ao forno e esperar desprender da panela
e um pouquinho de crença de que o outro está sim feliz.

Anderson Rabelo

É e não era



Era e não é

O mel toca a ponta da língua
e já não é mais doce.
A língua toca o céu da minha boca
e lá já é o inferno.
A boca sussura de carinho
e já são gritos de raiva
O carinho que vinha da sua mão
agora me bate.
A mão que era macia
agora pesa
E o travesserio que era de algodão
agora é tijolo
e minha cabeça doi
e o sangue pulsa forte
e o coração se rasga
e eu morro feliz.

Anderson Rabelo

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Siga





Siga

A vida tem que seguir
e você não pode ser atraso pra ninguém.
Escolha seu caminho.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011



Engraçado como o presente
nos soa tão pretérito.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

FDP

FDP

O palhaço é só um coitado que faz piada de sua própria vida.
Nós somos os filhos da puta que riem dele
e, assim, a vida segue.

Anderson Rabelo

Pesadelo

Tenho medo da interpretação que podem fazer à esse poema, mas poema é poema!
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Pesadelo

Um minuto
e tudo o que você acreditava
se torna um pesadelo.

Anderson Rabelo

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

De quem eu estou falando?


De quem eu estou falando?

É hoje que o carneiro vai pra o brejo!
Mas o ditado não dizia que era a vaca?
Sim, era a vaca, mas hoje, a vaca tá comendo capim,
mas o carneiro, esse tá escondendo o capim da vaca
e tá comendo sozinho,
no máximo, divide com sua ovelha
e só porque ela manda nele,
o carneiro tá indo pra o brejo,
só que com o empurrão do seu dono que não quer mais ele no seu pasto...

Anderson Rabelo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dor de dente



Esse negócio de presidenta ou presidente
me dá até dor de dente.
Rima tosca,
gêneros toscos,
president_ nova.
Preencham a lacuna na escola,
qualquer um é 10
ou melhor, 13!!!

Anderson Rabelo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Perdido



Perdido

Estou perdendo a identidade,
os amigos, a poesia, a música.
Estou perdendo o ar,
a vontade, o medo, o desejo
estou perdendo o semblante,
o humor, talvez a alegria
já não sei quem sou,
já não sei se existo,
escrevo,
mas nem sei se já me perdi nas palavras.
Sei que estou perdido e (não) quero ser achado.

Anderson Rabelo

Canto iluminado


Canto iluminado

Canto iluminado
coberto de bênçãos e teorias
a base da vida e, quem diria
telefonemas frustrados
levados pelos cabos e conexões (tigre?)
arrastados pela correnteza de lágrimas
que rolam pelo rosto ao ouvir meu canto iluminado.

Anderson Rabelo

domingo, 19 de dezembro de 2010

Réu




Réu

Ouço o som do meu silêncio
e escrevo linhas descritas por outros
ouvindo o inaudível,
mexendo o imexível
e colhendo culpas das coisas que nem tenho
castigando a alma sem ela ter feito nada
e observando os pássaros cantarem de manhã felizes por serem aves.

Anderson Rabelo