sábado, 25 de abril de 2009

Pão e vinho



Pão e vinho

Pão e vinho,
Vinho antes e após as refeições, todas elas
Vinho goela abaixo,
Vinho no imaginário sensual e no imaginário cristão
Vinho na boca,
Boca na boca,
Boca na taça,
Taça no lugar correto
E vinho para todos os momentos.
Todos!
Vai numa taça?

Anderson Rabelo

Estranho



Estranho...

Engraçado como o homem age pra dominar as coisas.
Quando chegou ao Brasil, levantou uma cruz,
ao chegar na lua plantou a bandeira dos Estados Unidos,
pra conquistar um coração, fere com traição.
Estranho, muito estranho.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Maior prova





Maior prova

A maior prova de que somos substituíveis
é que as crianças nascem
e nos devolvem a alegria do que um dia fomos nós.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Lágrimas



Lágrimas

Cai gota a gota,
Escorre pelo rosto não deixando de limpar meus olhos.
Meus olhos solitários que meus lábios mostram alegria,
Mas meus olhos, estes não mentem,
Apenas choram...

Anderson Rabelo

Murro na mesa

Foto: http://www.pequeninapoesias.com.br/armando11/murronamesa.htm (Acessado em 24 de abril de 2009)

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Murro na mesa


Primeiro murro, raiva
Segundo murro, ansiedade
Terceiro murro, solidão
Quarto murro, medo
Quinto murro, choro
Sexto murro, tentativa
Séti... de que adianta?
Trazer a dor do coração pra mão vai adiantar alguma coisa?

Anderson Rabelo

Não dá mais





Não dá mais

Não dá mais pra aceitar qualquer ombro de apoio
sem que eu possa sentir o pouso de um beijo.
Sem que eu possa dizer que amo e ouvir de volta o amor.
Não só ouvir, mas sentir, perceber nos atos, palavras,
no deixar-se um pouco de lado pra ser minha
e assim também eu ser seu.
Enxergar os seus olhos
e saber que de verdade alguém gosta de mim
não como mais um amigo, ou como um filho, um irmão,
mas como alguém que realmente importa,
alguém que realmente é desejado
e precisa ser amado e pode ter certeza
da minha parte já está garantido.

Anderson Rabelo

Brinde ao meu coração fodido...





Esse quadro de Salvador Dalí expressa exatamente aquilo que eu tô sentindo.

Deixo aqui um desabafo escrito agora e um desabafo escrito mais cedo, brinde pra vocês e facadas no meu coração fodido.

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Desabafo

Eu quero gritar,
eu quero xingar,
eu quero derrubar as paredes da minha casa,
eu quero rasgar todos os papéis e meu peito,
eu quero acabar com tudo,
pôr um ponto final,
quero empurrar um piano de cima das escadas para o chão,
quero destruir tudo sem medo, mas também quero amar,
quero ser amado,
quero verdadeiramente sentir o amor de alguém por mim,
já não suporto mais amar, amar, amar e não ter ninguém pra dar esse amor,
e o pior, não receber de volta,
AAAAAAAH,
quero gritar,
quero carinho,
quero compaixão,
quero não ter medo e fazer o que tem de ser feito.
Mas o que?
Eu não sei.

Anderson Rabelo

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Fazer o que?


Sonhando com as minhas impossibilidades,

chorando pela minha impermeabilidade,

sofrendo pela minha infelicidade,

vivendo pela minha imortalidade

e amando pela minha inamabilidade.

Sendo impossivelmente possível,

sendo falsamente verdadeiro,

estando estranhamente apaixonado

e sendo sincero quando digo aquela velha frase de apaixonados,

e vivendo confuso quanto mais tenho certeza.

Fazer o que?

Já sei!

Não sei.


Anderson Rabelo

quarta-feira, 22 de abril de 2009

COMO PUDE ESQUECER?????



COMO PUDE ESQUECER?

Dia 16 de abril (passou e eu esqueci, nunca fui bom de datas, rsrsrs) o blog Meu canto bom completou um ano de existência! Parabéns pra nós! rsrsrsrsrs

Anderson Rabelo

terça-feira, 21 de abril de 2009



Sentido da cruz


Ambição poder
Medo vingança
Raiva corrupção
Injustiça guerra
Moralismo sangue tristeza incerteza violência maldade
Gula avareza luxúria ira preguiça vaidade orgulho morte
Dúvidas angústia dor ironia falso moralismo intolerância
Perversão deuses profecias traição promessas drogas furto
Vida vidas imorais
Insapiência palavras
Impaciência e tiros
Xingamentos e gritos
Palavras e olhares
Falta deles ouvidos
Corações fechados
Sementes queimadas
Festas amigos falsos
Inimigos pânico
Bebedeira música
Saudades amor ressureição
Homem e Deus
Amor verdadeiro Amor.

Anderson Rabelo

Folha em branco?





Folha em branco?

Estou diante de uma folha em branco com um turbilhão de ideias e nada pra escrever.
Amor enjoa, enjôo enoja, nojo é jóia.
Sinto um pouco de coração nas palavras e um pouco de tinta no sangue,
nada muito inteligente, frases repetidas, que dizem para mim:
“são lindas”, mas na verdade não passam de paráfrases. Eu sei que são.
Escrever é quase um parto,
parafrasear é a mão do médico ajudando na cesariana.
Só faço leituras, leituras, remendos.
Releio pra remendar,
remendo pra tentar dizer, psicografar, imaginar o renovo,
Reconfigurar o quadrado pra um pseudo-círculo,
imaginar a ordem dos fatores,
pensar no existir,
existir sem pensar,
amar com razão,
raciocinar sem emoção
e jamais dizer meus sentimentos,
só os dos outros.
Estou diante desta mesma folha em branco e ainda não consegui escrever nada.

Anderson Rabelo

Atomic love




Atomic love...

A sinceridade é uma arma
pra quem não conhece a verdade.
E o amor é uma bomba atômica
pra quem não conhece a paz.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tão bom...




AGORA COM A FOTO QUE EU QUERO!!!!!!! PRIMA, TE ADORO MUITO!!!!!!!
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Tão bom

É bom parar um minuto e olhar o rio,
olhar as águas caminhando e seguindo o seu rumo
sabendo que no fim do percurso há de encontrar um mar
e descobrir que lá no fim é o começo
de uma nova vida na imensidão de outros sabores e delícias desconhecidas
da vida que até hoje vivi.
É bom parar um minuto
e ver a vida viver.

Anderson Rabelo

domingo, 19 de abril de 2009

Só isso...




Só isso

Amo saber de você
da mesma forma que amo ouvir o mar...

Anderson Rabelo

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Partida




Essa daqui foi porque eu vi uma foto de uma amiga no msn que me deixou bastante inspirado... ^^

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Partida

Partindo dos teus olhos em direção à boca
e da boca em direção à minha.
Partindo do corpo em direção ao toque
e dos olhares cruzados,
da ponta do dedo triscando os lábios.
Da ponta da língua molhando a língua,
e dos dentes triscando a orelha
E da voz encostando no ouvido no sussurro quente
na paixão atraente,
na beleza da noite
e nas estrelas do brilho dos olhos teus,
chego à lua do sonho meu,
chego ao sol do abraço teu.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Fora do ar




Fora do ar

De um querer querido
Quando eu quero, quero
Querer desejo querido
da ponta da estrela ao sol caído.
De um olhar olhado
Quando eu olho, olho
Olhar, sonho sonhado
da gota da chuva
ao mar imenso.
Quando eu quero, há querido
Quando eu olho, há olhado
Quando eu sonho, ar suspirado.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 26 de março de 2009

Poema esquizofrenico




Esse aqui é um poema sonoro, ainda não tenho como colocar o poema sonorizado aqui, mas logo colocarei. Abraços

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Poema esquisofrenico

A palavra assombra os sentidos
dados aos verbos distribuídos
em toda a parte em que os olhos vêem
e a boca profere
e a mão escreve.

(Gritos)

Animal,
anormal,
vozes,
medo,
esquizofrenia...

Nãããããão!!!

As vozes,
as vozes em mim me assombram ligeiro
me fazendo correr e pular de um penhasco
e no fundo sem fim, ou mesmo esperança
cair sozinho e sem luz.
Palavras, palavras me assustam.

Medo,
medo,
medo...

Shhhhh!!!

Anderson Rabelo

terça-feira, 24 de março de 2009



Salvador tão doce lá no sal do mar
e nos sorrisos brancos dos negros do pelô.
Surgida com os sons dos batuques dos guetos
e sonhada na sacralidade das Igrejas do Bomfim.
Salvador da baía de todos os santos
e tantas bahias dos que se amam no curuzu
e dos que cruzam o Campo Grande e a Avenida na festa da alegria.
Salvador do Ilê, Vovô e Brown,
de Josés, Joãos, Marias,
dos santos e da Bahia,
da capital e do interior.
Ê Salvador!

Anderson Rabelo

terça-feira, 17 de março de 2009

É né?




É né?

Milanosadentrojeuvejovocê.
Nunquesqueseuolhar
suasombraindabit'emim.
Milanosepassaindaousuavoz
medizend'euteamo,
medizendosonhar.
Eeuacrediteimvocê.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 16 de março de 2009

O mar



O mar

O mar é onde eu escondo minhas ideias,
minhas palvras, minhas sombras, minha luz.
O mar é onde estão os meus poemas
que ainda não foram escritos e lá no fundo eu vou buscar.

Anderson Rabelo

Breguetes



Breguetes

O amor é brega
e o brega é cult.
O amor atinge os cultos,
mas os cultos não atingem o amor.

Anderson Rabelo

Alnafalbeto



Alnafalbeto

Eu não sei falar,
eu não sei escrever.
Eu só sei dizer
e me fazer dizido.
Riscar
e nem sempre me fazer entendido.

Anderson Rabelo

terça-feira, 10 de março de 2009

Mais uma pra você



Mais uma pra você

Quando o sol nasce, me lembra a certeza,
me lembra mais um dia que espero por ti
e menos um dia dos tantos que já se passaram.
Aí vem a noite, essa me lembra você,
me lembra o romantismo e o desejo intenso de estar
ao lado daquela que eu amo
e a lua me faz escrever,
e quando ela se reflete no mar,
aí que eu me rasgo, me envolvo, me afogo
e morro de amor por você.

Anderson Rabelo

domingo, 8 de março de 2009

Sonhos




Sonhos

Os sonhos são pedacinhos de realidade
disfarçados de fantasias.
São metáforas da vida
e a vida das metáforas,
são os desejos do coração
e o coração dos desejos,
é o mel caindo devagar na boca
evaporando no toque com a língua
é a água evaporando, mas ainda água
em outro estado,
mas sonho.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 6 de março de 2009

Caixinha de ideias



Caixinha de ideias surgiu na última questão da prova na faculdade. Pedia pra criar um texto em cima do texto de Maria Colassanti "uma idéia toda azul".

ATENÇÃO, QUANDO COLOCO TRAÇO BAIXO É SÓ PRA MARCAR O ESPAÇAMENTO, NÃO SÃO FALAS!!!


Caixinha de ideias

___Abri minha caixa de ideias, sei que ali existe uma azul. Vamos ver; uma vermelha, uma verde, nheca uma toda gosmenta!
___Roxa, amarela, olha só, minha idéia musicada, que som legal!
___Sei que a azul está aqui em algum lugar, mas onde?
___Tem uma pintada de Leminski, outra pintada de Brown, verde de novo?! Se bem que verde é quase azul né?
___Laranja, cinza, preta, caraca, tem tudo menos o azul! A caixa tá esvaziando e nada!
___Ideias pintadas de branco, ideias pintadas de Clarice Lispector e nada de azul. Acabaram as ideias.
___Opa, espera, que é isso? Minhas mãos estão azuis? Aaaaaah, entendi, minha ideia azul se misturou com as outras ideias e criaram novos tons com o ritmo e o suingue de minha ideia musicada, legal!!!

"Acordei bemol
estava tudo sustenido
sol fazia, só não fazia sentido."
(Paulo Leminski)

Anderson Rabelo

Só você




Só você

uma noite,
um sonho,
uma comunhão,
um desejo,
e você,
só você!

Anderson Rabelo

quinta-feira, 5 de março de 2009

Que assim seja




Que assim seja

Pensamentos voando à velocidade de mil gigabites
E sonhos sonhados no tempo de um peixe subindo um rio.
Idéias somadas aos desejos
E os desejos somados à vida.
Laços criados por veias,
Veias encharcadas por sangues,
Sangues regados com amor,
Amor alimentado por nós.
E nós vivendo um para o outro,
Que assim fosse, que assim seja.

Anderson Rabelo

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A orgia das línguas




A orgia das línguas

Chame o latim, o grego, o português,
o italiano, o inglês e o francês,
tragam o africano, o mouro, o espanhol,
o tupi, o guarani, chamem todos,
misturem-se, transformem-se, se dêem uns aos outros,
façam uma grande orgia nessa big cama,
gozem nessa louca mistura
se aqueçam em todas as línguas
e gerem uma nova língua que os pais
sejam todos vocês.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Contos e fábulas




Contos e fábulas

Contos de fadas
Contos e fábulas
Fábulas e bulas
Bulas e fábulas
Fábulas, fadas,
fadas, Fabíola
Fabíola e contos
Contos de fadas
Contos e fábulas
Fábulas suas, minha fada
Fabíola.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Eu quero




Eu quero

Eu quero transportar-me pra longe daqui,
Eu quero o dom de estar em dois lugares.
Eu quero o teu cheiro aspirado por meus pulmões,
Eu quero os cabelos dourados com minhas mãos afagar.
Eu quero os teus olhos dentro dos meus,
Eu quero cuidar-te de perto também.
Eu quero os meus dedos tocanto o teu rosto
E ver o sorriso de quem gosta de mim.
Eu quero te amar aliviando os meus medos.
Eu quero encontrar-me com Deus
e pedir você aqui
bem pertinho de mim.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sentidos e direções



Sentidos e direções

Meu corpo encontra-se oco,
Está na terra, mas o que dá sentido a ele
está bem distante.
Meu coração está distante.
Meu sentido está distante e vivo de direções.
Direcionando minha visão, meu respirar, meu caminhar,
direcionando as mãos que seguram o garfo em direção à boca
E direcionando a boca ao copo em que bebo água.
Meu coração não. Este tem sentido;
sente calor, sente emoção,
faz com que os olhos também tenham sentido
e chorem.
Chorem não por tristeza, ou angústia,
chorem por alegria de sentir,
chorem por felicidade de estar
chorem de emoção
por ter amor,
por ter amado,
por estar amando
e continuar seguindo.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Thaíse, Thaty...




Thaíse, Thaty...

Taí, se
há de ti amor aqui,
há de mim amar a ti,
há um sonho simples e impossível,
porém muito possível
de viajens internáuticas, inernaéreas,
táteis, táticas, Thaty.
Taí, se
Thaíse tá lá
e eu tô aqui,
estarei breve lá
e tudo valerá a pena,
andando, rezando, sonhando e querendo
somente a ti.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A ponta do lápis




A ponta do lápis

A ponta do lápis risca o papel
procurando as palavras certas,
as letras certas,
a pontuação certa.
Procura descrever meus sonhos,
anseios,
desejos,
medos.
A ponta do lápis é uma extensão de mim,
do que amo,
do que sinto,
do que eu vejo,
do que eu penso.

Anderson Rabelo

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Castelo de areia




Castelo de areia

Poemas são semelhantes a castelos de areia.
As palavras estão espalhadas e então juntamos.
Nunca haverá um castelo igual ao outro,
às vezes semelhantes, mas os grãos de areia são outros.
A única diferença é o vento,
embora o vento seja o cantor
que leva a areia e diz que ali, um dia, houvera um castelo com uma princesa.
Romântico.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Qual o meu tempo?



No site da Canção Nova tinha uma pergunta assim: "Qual o seu tempo?". Respondi e quero compartilhar aqui com vocês, um abraço bem apertado.


Qual o meu tempo?

Meu tempo não é o meu.
Meu tempo é o tempo do Dono do tempo.
Dono este que me pede um tempo do meu tempo;
que me manda ter tempo,
que me pede para esperar.
Meu tempo é o de frear quando acelerado,
acelerar quando parado,
e assim marco o tempo
de acordo com o relógio do Dono do tempo,
o tempo de Deus e não o meu.

Anderson Rabelo

domingo, 8 de fevereiro de 2009





Distante eu observo,
distante eu venero,
distante a paixão e o desejo.
Desejo de ser,
desejo de estar,
desejo de rasgar o coração e viver.
Viver o meu sonho,
fazer o teu sonho,
Sonhar com teu nome
nomeando com ele o meu coração.

Anderson Rabelo