Foto: http://www.pequeninapoesias.com.br/armando11/murronamesa.htm(Acessado em 24 de abril de 2009)
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Murro na mesa
Primeiro murro, raiva Segundo murro, ansiedade Terceiro murro, solidão Quarto murro, medo Quinto murro, choro Sexto murro, tentativa Séti... de que adianta? Trazer a dor do coração pra mão vai adiantar alguma coisa?
Não dá mais pra aceitar qualquer ombro de apoio sem que eu possa sentir o pouso de um beijo. Sem que eu possa dizer que amo e ouvir de volta o amor. Não só ouvir, mas sentir, perceber nos atos, palavras, no deixar-se um pouco de lado pra ser minha e assim também eu ser seu. Enxergar os seus olhos e saber que de verdade alguém gosta de mim não como mais um amigo, ou como um filho, um irmão, mas como alguém que realmente importa, alguém que realmente é desejado e precisa ser amado e pode ter certeza da minha parte já está garantido.
Eu quero gritar, eu quero xingar, eu quero derrubar as paredes da minha casa, eu quero rasgar todos os papéis e meu peito, eu quero acabar com tudo, pôr um ponto final, quero empurrar um piano de cima das escadas para o chão, quero destruir tudo sem medo, mas também quero amar, quero ser amado, quero verdadeiramente sentir o amor de alguém por mim, já não suporto mais amar, amar, amar e não ter ninguém pra dar esse amor, e o pior, não receber de volta, AAAAAAAH, quero gritar, quero carinho, quero compaixão, quero não ter medo e fazer o que tem de ser feito. Mas o que? Eu não sei.
Dia 16 de abril (passou e eu esqueci, nunca fui bom de datas, rsrsrs) o blog Meu canto bom completou um ano de existência! Parabéns pra nós! rsrsrsrsrs
Anderson Rabelo
terça-feira, 21 de abril de 2009
Sentido da cruz
Ambição poder Medo vingança Raiva corrupção Injustiça guerra Moralismo sangue tristeza incerteza violência maldade Gula avareza luxúria ira preguiça vaidade orgulho morte Dúvidas angústia dor ironia falso moralismo intolerância Perversão deuses profecias traição promessas drogas furto Vida vidas imorais Insapiência palavras Impaciência e tiros Xingamentos e gritos Palavras e olhares Falta deles ouvidos Corações fechados Sementes queimadas Festas amigos falsos Inimigos pânico Bebedeira música Saudades amor ressureição Homem e Deus Amor verdadeiro Amor.
Estou diante de uma folha em branco com um turbilhão de ideias e nada pra escrever. Amor enjoa, enjôo enoja, nojo é jóia. Sinto um pouco de coração nas palavras e um pouco de tinta no sangue, nada muito inteligente, frases repetidas, que dizem para mim: “são lindas”, mas na verdade não passam de paráfrases. Eu sei que são. Escrever é quase um parto, parafrasear é a mão do médico ajudando na cesariana. Só faço leituras, leituras, remendos. Releio pra remendar, remendo pra tentar dizer, psicografar, imaginar o renovo, Reconfigurar o quadrado pra um pseudo-círculo, imaginar a ordem dos fatores, pensar no existir, existir sem pensar, amar com razão, raciocinar sem emoção e jamais dizer meus sentimentos, só os dos outros. Estou diante desta mesma folha em branco e ainda não consegui escrever nada.
AGORA COM A FOTO QUE EU QUERO!!!!!!! PRIMA, TE ADORO MUITO!!!!!!! _________________________________________________________________ Tão bom
É bom parar um minuto e olhar o rio, olhar as águas caminhando e seguindo o seu rumo sabendo que no fim do percurso há de encontrar um mar e descobrir que lá no fim é o começo de uma nova vida na imensidão de outros sabores e delícias desconhecidas da vida que até hoje vivi. É bom parar um minuto e ver a vida viver.
Partindo dos teus olhos em direção à boca e da boca em direção à minha. Partindo do corpo em direção ao toque e dos olhares cruzados, da ponta do dedo triscando os lábios. Da ponta da língua molhando a língua, e dos dentes triscando a orelha E da voz encostando no ouvido no sussurro quente na paixão atraente, na beleza da noite e nas estrelas do brilho dos olhos teus, chego à lua do sonho meu, chego ao sol do abraço teu.
De um querer querido Quando eu quero, quero Querer desejo querido da ponta da estrela ao sol caído. De um olhar olhado Quando eu olho, olho Olhar, sonho sonhado da gota da chuva ao mar imenso. Quando eu quero, há querido Quando eu olho, há olhado Quando eu sonho, ar suspirado.
A palavra assombra os sentidos dados aos verbos distribuídos em toda a parte em que os olhos vêem e a boca profere e a mão escreve.
(Gritos)
Animal, anormal, vozes, medo, esquizofrenia...
Nãããããão!!!
As vozes, as vozes em mim me assombram ligeiro me fazendo correr e pular de um penhasco e no fundo sem fim, ou mesmo esperança cair sozinho e sem luz. Palavras, palavras me assustam.
Medo, medo, medo...
Shhhhh!!!
Anderson Rabelo
terça-feira, 24 de março de 2009
Salvador tão doce lá no sal do mar e nos sorrisos brancos dos negros do pelô. Surgida com os sons dos batuques dos guetos e sonhada na sacralidade das Igrejas do Bomfim. Salvador da baía de todos os santos e tantas bahias dos que se amam no curuzu e dos que cruzam o Campo Grande e a Avenida na festa da alegria. Salvador do Ilê, Vovô e Brown, de Josés, Joãos, Marias, dos santos e da Bahia, da capital e do interior. Ê Salvador!
O mar é onde eu escondo minhas ideias, minhas palvras, minhas sombras, minha luz. O mar é onde estão os meus poemas que ainda não foram escritos e lá no fundo eu vou buscar.
Quando o sol nasce, me lembra a certeza, me lembra mais um dia que espero por ti e menos um dia dos tantos que já se passaram. Aí vem a noite, essa me lembra você, me lembra o romantismo e o desejo intenso de estar ao lado daquela que eu amo e a lua me faz escrever, e quando ela se reflete no mar, aí que eu me rasgo, me envolvo, me afogo e morro de amor por você.
Os sonhos são pedacinhos de realidade disfarçados de fantasias. São metáforas da vida e a vida das metáforas, são os desejos do coração e o coração dos desejos, é o mel caindo devagar na boca evaporando no toque com a língua é a água evaporando, mas ainda água em outro estado, mas sonho.
Caixinha de ideias surgiu na última questão da prova na faculdade. Pedia pra criar um texto em cima do texto de Maria Colassanti "uma idéia toda azul".
ATENÇÃO, QUANDO COLOCO TRAÇO BAIXO É SÓ PRA MARCAR O ESPAÇAMENTO, NÃO SÃO FALAS!!!
Caixinha de ideias
___Abri minha caixa de ideias, sei que ali existe uma azul. Vamos ver; uma vermelha, uma verde, nheca uma toda gosmenta! ___Roxa, amarela, olha só, minha idéia musicada, que som legal! ___Sei que a azul está aqui em algum lugar, mas onde? ___Tem uma pintada de Leminski, outra pintada de Brown, verde de novo?! Se bem que verde é quase azul né? ___Laranja, cinza, preta, caraca, tem tudo menos o azul! A caixa tá esvaziando e nada! ___Ideias pintadas de branco, ideias pintadas de Clarice Lispector e nada de azul. Acabaram as ideias. ___Opa, espera, que é isso? Minhas mãos estão azuis? Aaaaaah, entendi, minha ideia azul se misturou com as outras ideias e criaram novos tons com o ritmo e o suingue de minha ideia musicada, legal!!!
"Acordei bemol estava tudo sustenido sol fazia, só não fazia sentido." (Paulo Leminski)
Pensamentos voando à velocidade de mil gigabites E sonhos sonhados no tempo de um peixe subindo um rio. Idéias somadas aos desejos E os desejos somados à vida. Laços criados por veias, Veias encharcadas por sangues, Sangues regados com amor, Amor alimentado por nós. E nós vivendo um para o outro, Que assim fosse, que assim seja.
Chame o latim, o grego, o português, o italiano, o inglês e o francês, tragam o africano, o mouro, o espanhol, o tupi, o guarani, chamem todos, misturem-se, transformem-se, se dêem uns aos outros, façam uma grande orgia nessa big cama, gozem nessa louca mistura se aqueçam em todas as línguas e gerem uma nova língua que os pais sejam todos vocês.
Contos de fadas Contos e fábulas Fábulas e bulas Bulas e fábulas Fábulas, fadas, fadas, Fabíola Fabíola e contos Contos de fadas Contos e fábulas Fábulas suas, minha fada Fabíola.
Eu quero transportar-me pra longe daqui, Eu quero o dom de estar em dois lugares. Eu quero o teu cheiro aspirado por meus pulmões, Eu quero os cabelos dourados com minhas mãos afagar. Eu quero os teus olhos dentro dos meus, Eu quero cuidar-te de perto também. Eu quero os meus dedos tocanto o teu rosto E ver o sorriso de quem gosta de mim. Eu quero te amar aliviando os meus medos. Eu quero encontrar-me com Deus e pedir você aqui bem pertinho de mim.
Meu corpo encontra-se oco, Está na terra, mas o que dá sentido a ele está bem distante. Meu coração está distante. Meu sentido está distante e vivo de direções. Direcionando minha visão, meu respirar, meu caminhar, direcionando as mãos que seguram o garfo em direção à boca E direcionando a boca ao copo em que bebo água. Meu coração não. Este tem sentido; sente calor, sente emoção, faz com que os olhos também tenham sentido e chorem. Chorem não por tristeza, ou angústia, chorem por alegria de sentir, chorem por felicidade de estar chorem de emoção por ter amor, por ter amado, por estar amando e continuar seguindo.
Taí, se há de ti amor aqui, há de mim amar a ti, há um sonho simples e impossível, porém muito possível de viajens internáuticas, inernaéreas, táteis, táticas, Thaty. Taí, se Thaíse tá lá e eu tô aqui, estarei breve lá e tudo valerá a pena, andando, rezando, sonhando e querendo somente a ti.
A ponta do lápis risca o papel procurando as palavras certas, as letras certas, a pontuação certa. Procura descrever meus sonhos, anseios, desejos, medos. A ponta do lápis é uma extensão de mim, do que amo, do que sinto, do que eu vejo, do que eu penso.
Poemas são semelhantes a castelos de areia. As palavras estão espalhadas e então juntamos. Nunca haverá um castelo igual ao outro, às vezes semelhantes, mas os grãos de areia são outros. A única diferença é o vento, embora o vento seja o cantor que leva a areia e diz que ali, um dia, houvera um castelo com uma princesa. Romântico.
No site da Canção Nova tinha uma pergunta assim: "Qual o seu tempo?". Respondi e quero compartilhar aqui com vocês, um abraço bem apertado.
Qual o meu tempo?
Meu tempo não é o meu. Meu tempo é o tempo do Dono do tempo. Dono este que me pede um tempo do meu tempo; que me manda ter tempo, que me pede para esperar. Meu tempo é o de frear quando acelerado, acelerar quando parado, e assim marco o tempo de acordo com o relógio do Dono do tempo, o tempo de Deus e não o meu.
Anderson Rabelo
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Distante eu observo, distante eu venero, distante a paixão e o desejo. Desejo de ser, desejo de estar, desejo de rasgar o coração e viver. Viver o meu sonho, fazer o teu sonho, Sonhar com teu nome nomeando com ele o meu coração.
O coração bate que bate-bate. Por si próprio sozinho e triste, Batendo, chorando, sorrindo, precisando, alegre, contente e só, sozinho, somente. Carente, sem rumo, carente. Sonhando, batendo, batendo; no peito, no peito bate que bate, bate.
A palavra pode mudar o mundo e pode trazer guerras ou paz, espero que em nossas vidas a palavra dita pelo homem traga só paz e anuncie a boa nova que é Jesus!!!
Palavras
Palavras que são sopradas ao vento, Palavras que são escutadas, palavras que não. Palavras simples, palavras que curam, palavras que matam. Palavras que matam palavras, ou simplesmente Palavras. Palavras faladas, Palavra de Deus, palavra do homem, animal asqueroso. Palavras benditas, palavras malditas Palavras bem ditas, palavras mal ditas, confusões. A vida é palavra, a palavra é vida e comunicação, Palavra dom de Deus, palavra reduzida a guerras, Palavras, palavras e palavras....
Do nada um desafio. Do nada um suspense. Do nada a caneta no papel, Ou seriam os dedos no teclado? Mas do nada e de certo um sentimento, Um puro e simples complexo sentimento Indescritível, indescrevível, incendiante, incandecente, decente. Do nada, ou de tudo, um ato, uma cena, uma vida. Do nada o amor.
O gelo esquenta ao contrário O fogo esfria ao contrário A vida morre ao contrário E a morte vive, é claro, ao contrário. O sal adoça ao contrário O açúcar salga ao contrário O canto fala ao contrário E a fala canta. Sempre ao contrário A escrita limpa ao contrário A borracha escreve ao contrário E nesse jogo de ser sério ao contrário Eu te odeio, lógico, ao contrário.
Anderson Rabelo
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Essa é uma música q fiz esses dias
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Ao som
Às vezes eu olho as estrelas no céu E fico a imaginar se eu fosse um anjo Eu iria te buscar Pra ver as estrelas de perto também Quando vi no seu olhar, o brilho mais bonito Não preciso mais voar...
E foi assim, de repente, Que comecei a te amar E foi ao som, som dos anjos E as harpas do céu, sua voz também E a mão de Deus Que eu decidi.
Ser teu anjo na terra também Te amar toda a vida meu bem Ser feliz ao seu lado amém Te tornar minha princesa e também
Te fazer tão feliz nem que eu vá Ao inferno só pra resgatar O amor que outrora se foi Mas eu vejo o sol renascer...
Anderson Rabelo
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
De repente
É quando nasce o dia que abro os olhos e vejo o sol, sem nuvens e lembro do brilho dos seus olhos e à noite o luar e lembro do teu sorriso sempre lindo. Fica impossível ver outros olhos, outros sorrisos quando os teus dominam meus pensamentos, dominam meu coração e faz ferver quando de dia e faz gelar quando é noite e estou só...