quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Decifra-me se puder

Decifra-me se puder

Eis o segredo da vida:
primeira pessoa do singular
no pretérito perfeito do verbo ver,
mais a sua raíz!

Anderson Rabelo

sábado, 11 de setembro de 2010

A Riscando




A Riscando

Risca à risca
e arrisca a vida
para não morrer.
Risco o risco
e arrisco tudo
para não perder.

Anderson Rabelo

domingo, 22 de agosto de 2010

Tente Mudar



Olá galera,

às vezes faço algo que não é da proposta do blog, porém quero anunciar à vocês a nova banda que tá começando a surgir aí, VETOR SONORO composta por

Anderson Rabelo (que por acaso sou eu) - Guitarra solo e vocal
Lucas Sniper - Guitarra base e vocal
Marilson Tupiniquim - Bateria
Mateus Silva - Baixo e Vocal

Espero que curtam o som da banda, esta é a nossa primeira gravação.

Quem quiser conhecer mais é só acessar: http://www.myspace.com/vetorsonoro

Um abraço a tod@s,

Anderson Rabelo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

sem fim

Nu vens...


Nuvens vestidas

O que seria das nuvens
se elas voassem vestidas?

Nu vens

Lá vem você,
veste-se ou acaso
Nu vens para cá?

Anderson Rabelo

terça-feira, 10 de agosto de 2010



Por causa que

Falar errado é igual a fazer xixi fora do vaso.
Fazer xixi fora do vaso é igual a falar errado,
sabe porque?
Por causa que tá errado uai!

Anderson Rabelo

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Censura


Censura

Censura em 64
Chegou ao fim e veio a mim.
Que porra é essa que tu fez?
Censurado e fim.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Adulteci


Adulteci

Quando vejo que adulteci
me assusto.

Anderson Rabelo

domingo, 1 de agosto de 2010

Bailando com a morte


Bailando com a morte

Quando eu morrer não derramem lágrimas sobre meu caixão,
reguem as plantas com elas, é mais necessário.
Quando eu morrer derramem, sim,
poemas,
gotas de tintas e,
se puder,
deixem uma caneta perto do meu coração,
significará que minha vida foi escrita com muito amor,
e que vivi de peito aberto ao mundo
e, agora, meu corpo escreve algo sob a terra.
Meu corpo é mais um livro que alguém leu, fechou e guardou.
Quem sabe no futuro alguém contará minha história?

Anderson Rabelo

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Trindade Santa


Trindade Santa

Sou um palhaço
que não ri da vida
nem sorri pra ela,
mas que se faz religião
entre o homem ,
o sorriso e a vida
Amém!

Anderson Rabelo

Olhos infantis


Olhos infantis

Nos olhos habita uma criança
que sequestra o adulto
e não enxerga o tempo
e embora o corpo cresça
a alma permanece jovem
embora o sol se ponha,
a luz ainda brilha nos olhos,
pois crianças tem medo do escuro.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vid(graç)a



Vid(graç)a

A vida é uma graça,
divirta-se de graça!

Anderson Rabelo

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sono


Sono

O sono chega mansinho
quando o som do silêncio
soa no pé do ouvido baixinho...
soninho...

Anderson Rabelo

domingo, 18 de julho de 2010

Calaboca



Calaboca

Cale a sua boca!
Cale a boca!
Cala a boca!
Calaboca!
Cabô!

Anderson Rabelo

quinta-feira, 8 de julho de 2010

...de cara limpa... desabafo de um falso-poeta, falso-eu, falso, ah, vai, você entendeu!!!


...de cara limpa...

entre sois e luas com gotas de estrelas no céu, paro para falar de mim, sem o pó que a poesia usa
para maquear o poeta, ou, com essa onda de a morte do autor lançada por Barthes, e de pensarem que o texto é uma brincadeira de palavras. Gostaria de pensar a vida, a minha vida, gostaria de desabafar e não descarregar sobre ninguém um peso que é meu e que é tão grande que prefiro partilhar com quem lê este blog, abraçar a proposta verdadeira da blogsfera, mas não um diário.
Garanto que muitos já ouviram aquela pergunta muito original: "sabe quando estamos no lugar e nos sentimos sozinhos?", pois bem, sabe? Você anda o mundo conhecendo gente, pensando que é amigo e que, na verdade, são nuvens, umas grandes, outras pequenininhas e você é a planta sendo molhada e aí você descobre que não anda o mundo, o mundo é uma esteira de academia, onde vc anda, anda e não sai do lugar, e quando olha para os lados, ou para cima, não tem regador nem nuvens, mas você cresce. Aí você vê, existem árvores que dão frutos e sombra. Existem as árvores que dão sombra, não frutos. Existem as árvores que matam qualquer outro tipo de planta que pense em nascer por perto - estas são as de nariz empinado - e existem as que nascem para serem arrancadas do chão e virarem móveis, mas quando você não acha sua função, que planta você é? Ultimamente tenho me achado erva-daninha, às vezes até imito outras pessoas para conquistar outras pessoas e aí - inspiro bem forte - descubro que ninguém me quer por perto. Não, não quero ler nos comentários: "excelente texto", pois este é o contrário da auto-ajuda, este texto é redundante, pois trata-se de auto-suicidio (sem mortes). Às vezes tudo roda sem eu mover um pé do chão, às vezes tudo passa sem eu cobrar um tostão e hoje eu tô aqui na frente desse computador escrevendo besteiras que se alguém ler, vai ficar por isso mesmo. Eu disse que era autor lá em cima? Às vezes acho que sou, mas de verdade, não sou nada, ouso citar a mulher que mais idolatro na literatura, Cecília Meireles:

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Cecília Meireles

mas mudo apenas um trecho, primeira estrofe:

Eu canto porque sou chato
e a minha vida está incompleta.
Não sou alegre nem sou triste:
muito menos poeta.


Finalizo aqui meu período longo de baboseiras e, espero, nunca mais ter que escrever de cara limpa e deixar Barthes matar este autor(?) para que a imaginação flua nas entrelinhas da poesia do não-poeta aqui.

Anderson Rabelo

domingo, 4 de julho de 2010

No meio do escuro


Por sugestão de gil e em homenagem ao poste na frente da minha casa que me incomoda na hora de dormir e a Drummond por ter escrito esse poema besta meu Deus...

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No meio do escuro

No meio do escuro havia um poste
havia um poste no meio do escuro.
Eu dormiria muito mais feliz
se não fosse o miserável desse poste,

que havia no meio do escuro.
Aquilo mudou o meu sono!

Anderson Rabelo

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Quartas de final de um funcionário qualquer





Quartas de final de um funcionário qualquer

Sou brasileiro e não desisto nunca.
Sou brasil(eiro) e (não) desisto, nunca.

Sou brasil(trabalhador) e (não) desisto, nunca.

Sou trabalhador brasileiro e meu dinheiro não entrou,

desistir? Nunca, (des)classificados!

Quartas de final e jornal.

Get out boy!


Anderson Rabelo

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Poesia


Diferenças entre poesia e poema

Poesia

eu quero ver,
eu quero ver,
eu quero ver,
eu quero ver!

Poema

eu quero ler,
eu quero ler,
eu quero ler,
eu quero ler!

Anderson Rabelo

Conto de fadas


Conto de fadas

Ele beijou a princesa,
todos acharam lindo,
mas no felizes para sempre
existiu a TPM
e viveram nervosos algumas vezes.

Anderson Rabelo

Culpa


Culpa

Um erro
(errado)
e a bomba explode
(fode)

Anderson Rabelo