domingo, 4 de julho de 2010

No meio do escuro


Por sugestão de gil e em homenagem ao poste na frente da minha casa que me incomoda na hora de dormir e a Drummond por ter escrito esse poema besta meu Deus...

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No meio do escuro

No meio do escuro havia um poste
havia um poste no meio do escuro.
Eu dormiria muito mais feliz
se não fosse o miserável desse poste,

que havia no meio do escuro.
Aquilo mudou o meu sono!

Anderson Rabelo

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Quartas de final de um funcionário qualquer





Quartas de final de um funcionário qualquer

Sou brasileiro e não desisto nunca.
Sou brasil(eiro) e (não) desisto, nunca.

Sou brasil(trabalhador) e (não) desisto, nunca.

Sou trabalhador brasileiro e meu dinheiro não entrou,

desistir? Nunca, (des)classificados!

Quartas de final e jornal.

Get out boy!


Anderson Rabelo

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Poesia


Diferenças entre poesia e poema

Poesia

eu quero ver,
eu quero ver,
eu quero ver,
eu quero ver!

Poema

eu quero ler,
eu quero ler,
eu quero ler,
eu quero ler!

Anderson Rabelo

Conto de fadas


Conto de fadas

Ele beijou a princesa,
todos acharam lindo,
mas no felizes para sempre
existiu a TPM
e viveram nervosos algumas vezes.

Anderson Rabelo

Culpa


Culpa

Um erro
(errado)
e a bomba explode
(fode)

Anderson Rabelo

terça-feira, 29 de junho de 2010

Foice e mar(te)lo


Foice e mar(te)lo

Quando tudo foice e martelo
foi-se embora para o mar tê-lo

Anderson Rabelo

quinta-feira, 17 de junho de 2010

GREVE



GREVE,

Tudo estava em greve
quando uma mão foi lá
e desgrevou tudo!
Desgraçado!

Anderson Rabelo

sábado, 12 de junho de 2010

...por falar em literatura...




...por falar em literatura....


blog novo na área, onde eu e mais duas estudantes de Letras (Milena Farias e Juliana Santos) fazemos um breve histórico da nossa literatura e nossos autores.

Acessa lá!!!

http://porfalaremliteratura.blogspot.com/

Anderson Rabelo

terça-feira, 8 de junho de 2010

Fracasso


Fracasso

O fracasso sonda sua vida,
você tropessa, mas não cai
até o dia em que se esborracha
e o fracasso passa sangue no seu corpo
para os urubus virem comer sua carne
e cabe a você limpar-se das feridas
ou cair de vez no abismo do vazio da morte.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ser


Ser

Onde eu não tô
nem sempre eu sou.

Anderson Rabelo

sábado, 29 de maio de 2010

Epitáfio




Epitáfio

Quando a alma resolve se despir,
guarda a roupa a sete palmos do chão.

Anderson Rabelo

modificando, modificando, modificando...


modificando, modificando, modificando...

As pessoas se repetem,
assim como as palavras se repetem,
assim como as falas se repetem,
assim como a vida...
bem, esta sim não se repete,
se modifica infinitamente.

Anderson Rabelo

terça-feira, 25 de maio de 2010

Inteligente




Inteligente

Encontrar um inteligente é igual a chupar limão,
AZEDO!
Mas experimente colocar açúcar e água,
o azedume é amenizado.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 13 de maio de 2010

à torto e à direta




à torto e à direta

Caminho por estrelas
a torto e a direita
e quando me percebo,
eu sou o brilho delas.
Brilho nos olhos
de alegria e de lágrimas sofridas,
Eequando eu me derramo,
uma estrela cai do céu me acompanhando.
E eu volto à terra e enxugo lágrimas,
arrancando sorrisos, felicidade
é quando vejo a estrela ao contrário, subindo
Eeme diz: “vem” e eu subo de volta,
E eolto a caminhar por estrelas
À torto e à direita.

Anderson Rabelo

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Quem sou eu?


Quem sou eu?

Tem pessoas que dizem que sou legal,

tem pessoas que dizem que sou chato.
Tem pessoas que dizem que sou ignorante, brutamontes,
tem quem pense que eu sou lerdo.
Outro dia me disseram que eu sou imoral.
Há aqueles que dizem que sou de Deus,
que sou do Diabo,
que sou isso,
que sou aquilo.
Meu Deus do Céu, quanta esquizofrenia.
Ainda bem que sei quem sou,
nada de loucura,
sou simplesmente
Anderson Rabelo.

Anderson Rabelo

sábado, 1 de maio de 2010

Vento se espalhando




Vento se espalhando

Eu te amo de um jeito
Que faz parar de ventar no sertão
Só pra que o vento balance teus cabelos.
Amo-te de um jeito que a chuva cessa no Saara
Só para molhar o teu corpo para que eu te seque com meus lábios
E de um jeito que o sol se abre pra iluminar teus olhos verdes
E o céu também, se abrindo e te fazendo tal qual uma santa,
Eleita. A escolhida para caminhar comigo,
ou eu escolhido pra ir contigo
Seja lá pra onde for,
De braços dados,
Mãos dadas,
Beijo,
Selado.

Anderson Rabelo

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Obviedades


Obviedades

Se eu não visse, eu não teria visto,
se eu não me lembrasse, eu me esqueceria.
Se eu não ouvisse, eu não teria escutado,
se eu não te amasse, eu não me amaria.

Anderson Rabelo

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Desaprendendo



Desaprendendo

Quando a gente nasce,
a gente voa,
voa e cresce e cortam as asas,
nos ensinam mentiras,
escondemos verdades.
Quando a gente cresce,
não sabemos voar.

Anderson Rabelo

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um sinal diferente

Um sinal diferente

............
Éramos casados há quase onze anos, mas todos nós somos susceptíveis a erros. Sexta-feira passada saí com meu cunhado para curtir a a noite e ele me apresentou sua amiga Clara. Linda, cabelos pretos, lisos até metade das costas, pequena, mas com um corpo escultural, olhos castanhos brilhantes me dizendo "vem!", e eu fui!

............Manhã de sábado e acordei ao lado daquela mulher escultural, Rosana me passava na cabeça cantando: "...como uma deusa você me mantém...", mas aquele céu, logo se tornaria o inferno quando lembrei que Toni havia voltado para casa sem mim e a Rosana que cantava na minha cabeça, foi tomando uma forma assemelhada com a de Berbela segurando aquele ralador de queijo e cantando: "...vou queimar teu peito no isqueiro, sobe chama, sobe chama...".
............É meu amigo, abri a porta e a imagem que estava em minha mente tomava forma. Parece que o autor do livro "O Segredo" tinha razão, só que ao contrário, eu tava era FODIDO!!! Berbela gritou:
............- Olá senhor Gema, passou a noite em um ovo?
............- Hã? - não entendi a indireta mais direta da história.
............- Se fazendo de desentendido, quem dorme com a Clara é a Gema, ou estou errada? - Foi o Toni, aquele filho de uma puta, eu pego aquele viado!
............- Amor, não é nada disso que você está pensando - agora sei porque os autores de novela usam essa frase, experiência de causa. - eu posso...
............- Cale a boca, você vai pegar todas as suas roupas agora e sair de casa, tem dez minutos, se adiante!
............- Mas...
............- Mais você vai ter com aquela galinha, afinal é do ovo que vem ela!
............Fiquei triste, onze anos que eu joguei fora. Berbela entrou no banheiro, arrumei minhas malas e no momento que estava saindo, ouvi um grito choroso:
............- Espere! - era Berbela me abraçando e calando minha boca com o dedo antes que eu falasse qualquer coisa e disse:
............- Saulo, não vá!
............- O que houve?
............- Entrei no banho e rezei, pedi aos deuses que me dessem um sinal, apenas um sinal para saber se deixava você ficar. O ódio foi grande, mas eu senti uma dor-de-barriga forte, sentei no vaso e - ela suspirou - Saulo, meu cocô saiu em forma de coração, foi um sinal, eu sei, fique, eu te amo!!!
............Parei por três segundos estupefato. Suspirei e virei de costas. Ri baixo e esse sorriso se transformou em uma gargalhada, me embolei no chão até me urinar. Daí eu percebi que ela falava sério. Endureci meu semblante, entrei em casa, fechei a porta e disse:
............- Lave as mãos, ainda estão fedendo.

Anderson Rabelo

terça-feira, 2 de março de 2010

Amor à vida (homenagem à vida, curta a vida curta e tão amada)





Poema que homenageia a Vida, inspirada em Marcus Menna, tava vendo uns vídeos dele pela net e senti necessidade de homenagear a vida e por que não o próprio Marcus..., para ver a música que me inspirou, clique AQUI

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Amor à vida (homenagem à vida, curta a vida curta e tão amada)

Tão amada por tantos,
Tão apreciada e tão rara
Vida cara, rara vida,
que na ânsia de aperfeiçoarmos
o que foi feito imperfeito propositadamente,
apostamos com a morte que podemos sair da versão beta
e virar uma nova versão, 4.0
tal qual máquinas que não podem falhar
e pasmem, encontramos erros alheios que nos fazem perder a aposta.
O que resta é querer voltar no tempo e pedir de volta os sonhos
E dizer que não faria tal loucura,
que apenas sentaria à beira da praia
pra ver o sol se calar.


Anderson Rabelo