quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Gota Paixão
Gota Paixão
Gota de chuva e chão
Toca em silêncio, algodão
Gota após gota chegam
fazendo um barulho gostoso
tal qual os sentidos de quem
se descobre apaixonado.
Talvez seja isso!
A paixão é chuva
e, se vem o amor,
é porque a semente germinou.
Anderson Rabelo
sábado, 9 de agosto de 2014
Novo Mandamento
Foto < http://www.horadaspoderosas.com/img/fotos/amar%20a%20si%20mesmo%201.jpg>
Novo Mandamento
Ame[´]m.
Anderson Rabelo
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Palavrear
Foto: http://sumapedrosa.blogspot.com.br/2012/09/arvorear.html
Palavrear
O ato de palavrear consiste em
decigirar, criamentar,
argumendir, construquecer,
enloquir, pensamentar
e tantas novas palavras
que palavrear assemelha-se ao simples ato
de arvorecer.
decigirar, criamentar,
argumendir, construquecer,
enloquir, pensamentar
e tantas novas palavras
que palavrear assemelha-se ao simples ato
de arvorecer.
Anderson Rabelo
terça-feira, 6 de maio de 2014
Essa fada
Foto: miriamluiza.blogspot.com
Essa fada
Ah, essa fada,
essa fada.
Possui quatro asas
e voa rebuscada
abrindo as pétalas das flores,
distribuindo seu néctar,
proporcionando sabores,
desejos inferiores.
Voando às alturas,
gotejando orvalho
em flores selvagens.
Realizando desejos,
cuidando dos pares,
e mares
e lares.
Ah, essa fada,
essa fada.
Tão delicada,
essa fada.
Anderson Rabelo
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Lua
Lua
A Lua dos astronautas
não é a mesma Lua que brilha para nós dois.
A Lua deles é lógica,
a nossa, poesia.
A deles é risco,
a nossa é vida.
Eles são homens,
para nós, são bailarinos
que dançam sobre o luar
e, sem mesmo saberem
tornam-se Ícaros
que voam sem asas
e são bem sucedidos,
mas fazem poesias no coração dos poetas.
Anderson Rabelo
A Lua dos astronautas
não é a mesma Lua que brilha para nós dois.
A Lua deles é lógica,
a nossa, poesia.
A deles é risco,
a nossa é vida.
Eles são homens,
para nós, são bailarinos
que dançam sobre o luar
e, sem mesmo saberem
tornam-se Ícaros
que voam sem asas
e são bem sucedidos,
mas fazem poesias no coração dos poetas.
Anderson Rabelo
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Gente
Tem gente que a gente quer esquecer
e tem gente que esquece da gente.
Tem gente de todo o tipo,
mas tem gente que marca,
mesmo que precise costurar o coração.
Tem gente que é gente
tem gente que não.
Tem gente que dói o coração
mesmo quando a palavra é paixão
que se vê do chão.
Anderson Rabelo
domingo, 15 de setembro de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Sorriso
Sorriso
Ontem eu vi a lua
e mesmo cortada ao meio
ainda era linda.
Acho que ela percebeu que gostei
e sorriu pra mim de volta.
Pena que as nuvens eram ciumentas
e encobriram o seu sorriso.
Anderson Rabelo
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Poema Profundo
Poema Profundo
Ele cavou, cavou, cavou um abismo tão grande
que foi diplomado filósofo por tamanha profundidade.
Anderson Rabelo
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Sem tempo
Sem tempo
Tempo triste que ignora os corações desamparados.
Que atrai a proximidade, mas n"ao o prõsimo.
Atrai apenas sentimentos cooperfieldianos que, de repente, voa para longe restando apenas
as gotas da chuva
que evaporam com o verão.
Tempo triste que ignora os corações despedaçados.
Tempo triste que não passa o tempo.
Tempor que é tempo sem fim,
Por fim,
fim.
Anderson Rabelo
terça-feira, 16 de abril de 2013
O rapaz e a nota fiscal
O rapaz e a nota fiscal
O rapaz entra na loja para saber de uma compra que havia feito.
- Boa tarde, gostaria de saber se o pedido que fiz já chegou.
- Opa, trouxe a nota fiscal?
- Não.
- Hum, olha, você vai ter que falar com o Marcos, mas precisa da nota
fiscal.
- Legal, o Marcos está aí?
- Não. – O rapaz pensou num futuro alternativo. E se ele dissesse que
tinha a nota?
- Boa tarde, gostaria de saber se o pedido que fiz já chegou.
- Opa, trouxe a nota fiscal?
- Sim.
- Massa, você precisa falar com o Marcos. Ele fica sentado ali no
balcão.
- Legal, tô indo lá.
- Ele não está. – O rapaz pensou em outro futuro alternativo.
- Boa tarde, gostaria de saber se o pedido que fiz já chegou.
- Opa, trouxe a nota fiscal?
- Trouxe.
- Mas o Marcos não tá aí!
- Quem é o Marcos?
- O rapaz que você tem que falar sobre o seu pedido. – O rapaz pensou
em outro futuro alternativo.
- Boa tarde, eu trouxe a nota e quero saber do meu pedido. Cadê o
Marcos?
- Oi, pode falar.
- Quero saber do pedido que eu fiz e ainda não chegou.
- Trouxe a nota?
- Puta que pariu, não disse que já trouxe?
- Procure o...
- Marcos, cadê ele? – falou com certo tom de raiva e pressa na voz.
- Calma senhor, o Marcos está ali, mas não se altere. Marcos, esse
senhor quer saber do pedido dele.
- Ok, trouxe a nota? – pergunta Marcos.
- Eu trouxe. – exprimiu uma voz agoniada com aquela conversa.
- Tá aí?
- Tá! – deixou a voz num tom mais agudo ainda demonstrando irritação.
- Deixe-me ver. – Olhou a nota, olhou, olhou e disse:
- Você precisa trazer uma cópia do pedido. – O rapaz, com raiva,
acordou dos seus pensamentos que permaneciam num loop infinito. O vendedor
falava:
- Senhor, senhor, senhor, o que está sentindo? – Prontamente o rapaz
respondeu:
- Nada, nada. Desculpe, só preciso da nota, né?
- Sim.
- Trago amanhã.
No outro dia, o rapaz chegou com nota e cópia do pedido, encontrou
aquele mesmo vendedor:
- Bom dia, lembra de mim? Gostaria de saber se o pedido que fiz já
chegou. Trouxe a nota e a cópia do pedido.
- Tudo bem, senhor. Me acompanhe, vamos falar com o Marcos. – o
vendedor apresenta:
- Marcos, esse rapaz quer saber se o pedido dele já está sendo entregue.
- Muito bem, como é o seu nome completo?
- Lucas da Costa Gonzaga.
- Hum, vejamos, vejamos... pois bem, Lucas. Seu pedido está sendo
entregue neste momento na sua casa.
E foi assim que aquele rapaz não precisou da sua nota fiscal para nada.
Reza a lenda que Lucas não pode mais ouvir a palavra Nota Fiscal que entra em
crise nervosa aguda. Porém, essa pode ser uma outra história.
Anderson Rabelo
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Notícia de Jornal
Notícia de Jornal
Um fulano que se aproveita de alguém,
Uma tia que na verdade é homem,
Um homem peão de Xadrez escondendo o Rei
e um público cego.
Assim surgem as notícias.
Anderson Rabelo
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Uma (entrevista) rapidinha
Uma (entrevista) rapidinha
Certa
vez um apresentador de um talk show convidou um grande músico para ser o seu
entrevistado. No dia marcado, o apresentador começa o seu programa:
-
Hoje vamos entrevistar o músico brasileiro que tem cinco discos lançados e faz
um sucesso enorme fora do país. Vem pra cá Marcos Ribeiro. – a plateia aplaude
a entrada do músico enquanto uma bandinha toca uma música de entrada. O
apresentador e o músico sentaram-se e começaram a entrevista.
-
Tudo bem?
-
Tudo!
-
Então, você é um músico renomado dentro e fora do Brasil, ainda está morando no
país?
-
Não.
-
Está morando onde?
-
Suécia.
-
Olha que legal! E lá, você tem feito muitos shows?
-
Sim.
-
Conta um pouquinho de como é ser músico e brasileiro lá fora!
-
É bom.
-
Só isso? Bom?
-
É! Bom.
-
Tudo bem, então. Você é casado?
-
Sou.
-
Ela é brasileira?
-
Não.
-
Ela é de onde?
-
Suécia.
-
Como se conheceram?
-
No bar.
-
Pode falar mais sobre como se conheceram?
-
Ela era garçonete.
-
Hum, e ela te acompanha nos shows?
-
Às vezes.
-
Ela está aqui?
-
Não.
-
Vocês já tem filhos?
-
Sim.
-
Quantos?
-
Um.
-
Pretende ter mais?
-
Não. – O apresentador decide mostrar as fotos da infância do músico na
esperança de comentários mais prolongados. Primeira foto:
-
Olha, que bonitinho!
-
Sou eu.
-
E nessa outra foto, cadê você?
-
No meio.
-
E ali, quem é?
-
Meu pai.
-
E ali?
-
Irmão.
-
Quando foi essa foto?
-
Há muito tempo. – dando ênfase na fala, o apresentador pergunta:
-
Quanto tempo?
-
25 anos.
-
Nossa. Bem, acabaram as fotos. Tem algum comentário a fazer para os seus fãs
brasileiros?
-
Obrigado!
-
Só?
-
Só.
-
Bem, eu conversei com o Marcos Ribeiro, famoso músico renomado dentro e fora do
Brasil e, ao fim do programa, ele irá tocar uma música para a gente que é...
-
Samba de uma nota só.
-
Fazer o quê? Vamos para os nossos comerciais!
Anderson
Rabelo
segunda-feira, 18 de março de 2013
C(ry)lown
C(ry)lown
Quem vê o palhaço sorrir e dele ri,
não viu a lágrima que tudo principiou no camarim.
Triste fim.
Anderson Rabelo
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Feliz Natal
Feliz Natal
Geralmente não sou de fazer textos de Natal, mas esse ano é diferente, gostaria de desejar algo sincero a vocês.
Não quero desejar simplesmente um Feliz
Natal com magia, com encantamentos, com delícias. Não quero simplesmente
desejar Feliz Natal porque a época nos obriga a dizer. Quero desejar a todo
mundo o nascimento de Cristo nas manjedouras dos nossos corações. Final de ano
é a época que todos ficam bonzinhos, mas também só aí. Ser bonzinho apenas
nesta época, pra mim, não interessa, imagina pra Jesus.
Sabemos que
essa data é simbólica, mas ela tem um efeito instigante nos homens, o de nos
fazer refletir. Então proponho a todos vocês esta reflexão diária, não apenas
até o ano novo, mas que se perpetue e ultrapasse as barreiras do carnaval nos
tornando boas pessoas perenemente. Jesus quer nascer todos os dias no coração
da gente, mas, como no Evangelho de hoje, dizemos que não há vagas, que só
temos (quando temos) o estábulo e rejeitamos a bênção de uma renovação em
nossas vidas.
Sinceramente,
quero que Jesus nasça em meu coração e quero que cada um de vocês também deseje
isso e todo dia seja Natal. Aí sim poderemos ter um feliz todos os dias, pois o
dia 25 de dezembro será mais um dia nas nossas vidas, e os presentes,
desnecessários, pois saberemos que Deus já nasceu e renasce a cada estação, a
cada novo lindo dia e a cada olhar de um irmão que passa por nós e não temos
coragem de desejar bom dia.
Com amor a todos vocês desejo feliz natal,
Anderson Rabelo
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Aquele sorriso
Aquele sorriso
Aquele sorriso traz alegria,
traz vida ao coração,
traz sabores e delícias que outrora não eram tão comuns.
Aquele sorriso traz brilho nos olhos
que só um teatro de bonecos é capaz de trazer
aos olhinhos da criança perdida no adulto.
Aquele sorriso é mágico,
é belo,
encanta.
Aquele sorriso cativa
lembranças.
Anderson Rabelo
Reflexões sobre a paixão
Reflexões sobre a paixão
Antes de começar a corrigir provas e mais
provas, preciso escrever sobre algo que vem me inquietando que é a paixão. Paixão
vem do Latim Passio e do Grego Pathe. No latim, significa sofrer, no
grego, sentir algo que seja bom ou ruim. Desse modo, todos nós nos apaixonamos.
Sentimos algo, por mais que sua mente insana grite: “lá ele”, você sente algo
sim. Mas esse texto não deve se tornar algo de baixo nível, eu simplesmente
quero falar da paixão que é algo muito ruim de se sentir. Você pode até
discordar de mim, mas provarei que estar apaixonado não é tão legal quanto
parece.
Situação: você conhece uma pessoa e se
torna amigo dela. Vocês conversam bastante e, de repente, você sente que aquilo
não é só amizade, existe algo mais que ninguém esperava. Há um sentimento
redundante, etimologicamente falando. Você sente paixão. Sente duas vezes. Uma por
você e outra pelo outro que você nem sabe se está interessado. Eis que começa o jogo
desesperador. E agora, como saber se o outro está interessado?
Meu amigo(a), a resposta é apenas uma: não
há como saber. Existem pistas que são deixadas e você deve estar atento, mas
você está apaixonado, tudo é pista na sua cabeça. Qualquer toque, qualquer
gesto diferente é motivo para você entender que aquilo é um sinal. Compartilho
com vocês a minha angústia de nunca conseguir entendê-los, sou péssimo nessa
situação e a minha timidez ataca gritantemente nesse momento. Sempre é mais
fácil para alguém que está de fora perceber a situação, mas vá por mim, você não
vai ficar se abrindo pra todo mundo, né?
Estar apaixonado é algo que não recomendo
a ninguém. Principalmente se for alguém tímido que nem eu. Vai se embolar na
fala, vai falar o que não deve e, finalmente, vai perder a pessoa querida para
o nada, simplesmente por o outro lado da corda se cansar de tanto tempo perdido
(seja por se fazer – inconscientemente – de abobalhado, seja por demorar tempo
demais esperando sinais) porque ela esteve mesmo apaixonada por você
reciprocamente e isso vai doer, vai sim, pode esperar sua carne ser cortada e
exposta ao sol cruamente. Creio que estejam se perguntando: “Não é possível,
esse cara está apaixonado.” Respondo: Pra que procurar saber se estou
apaixonado e se estou catando sinais de alguém? Pra que perceber nas
entrelinhas que eu gosto de alguém e, no fundo, todo esse texto é, na verdade,
uma tentativa de autoconvencimento de que apaixonar-se é algo ruim, e perceber
que na verdade, essa é a parte mais gostosa de um pré-romance e, no fundo, no
fundo eu nem sei se sou correspondido e nem sei se ela sabe disso? Não queira
descobrir, no final dessa leitura, que tudo o que escrevi desde a linha quatro
até o início da trinta e um é mentira se não, eu tenho certeza de que você vai
se apaixonar.
Anderson Rabelo
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Alquimia Global
(Seu nome? Segredo!)
Alquimia global
A mistura de olhos e sorriso lindos
dá numa química perfeita entre foto e observador.
O melhor disso tudo é que há uma distância segura entre os
dois,
mas que não impede a caneta do poeta,
nem seus dedos no teclado
de escrever, descrever a doçura de um olhar impactante
e o impacto de um sorriso adocicado visto na tela do
computador.
É, até que a tecnologia serve para algo mais que globalizar.
Anderson Rabelo
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